SP terá 3ª festa da virada na zona leste

Novo evento deverá somar-se aos shows de réveillon na Paulista, que ontem reuniu mais de 2 milhões de pessoas, e na Guarapiranga

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2012 | 03h03

A festa que brindou a chegada do ano-novo na capital vai ser maior no próximo réveillon. São Paulo terá um terceiro palco para a virada, na zona leste. A novidade foi anunciada instantes antes da meia-noite pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD), que participou dos eventos realizados na Avenida Paulista e na Represa do Guarapiranga, zona sul, os atuais endereços da festa paulistana.

"O tempo tem mostrado que a população quer a festa na rua, que a população curte a festa, estar na rua com sua família. E essa é a razão de fazermos também uma festa na zona leste", explicou o prefeito, acrescentando que o novo local ainda não foi definido.

Segundo organizadores, os festejos da virada na Paulista reuniram, apesar da forte chuva, mais de 2 milhões de pessoas.

A banda Restart abriu a sequência de sete shows, a partir das 20 horas de sábado. Em seguida, subiram ao palco Ultraje a Rigor, Roberta Miranda e a dupla Rio Negro e Solimões, que antecedeu a contagem regressiva da primeira de duas queimas de fogos - a seguinte ocorreu já no domingo, durante espetáculo da Orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP e da bateria da escola de samba Vai-Vai, atual campeã do carnaval paulistano, sob regência do maestro João Carlos Martins. "Que 2012 seja melhor que 2011 e pior que 2013", desejou o maestro.

Com capas de chuva ou não - a entrada de guarda-chuvas foi proibida pela polícia -, os participantes ainda puderam curtir os shows de Jota Quest e KLB, que encerrou a festa.

Paz. De acordo com a Polícia Militar, nenhuma ocorrência de relevância foi registrada nas quase oito horas de festa na Paulista. A Guarda Civil Metropolitana informou que não foi preciso utilizar armas paralisantes no evento - pela primeira vez, a GCM tinha à disposição uma espécie de revólveres não letais que disparam choques para garantir a segurança da festa.

Ao longo da avenida, 13 telões de LED levaram as imagens do palco até o público mais distante. E muita gente veio de longe para curtir a virada na Paulista.

Longa viagem. "Vim do Pará só para passar o réveillon na Paulista. Foi o meu presente de 15 anos", disse a estudante Stela Gomes, que chegou às 15 horas de sábado na avenida para conseguir ficar o mais próximo possível do palco e poder ver de perto seus ídolos - os meninos do Restart. "Valeu a pena o sacrifício. Mesmo com chuva, foi lindo estar aqui."

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