Reprodução/Facebook/Ellen Bandeira
Reprodução/Facebook/Ellen Bandeira

SP tem quatro casos de feminicídio entre sexta e domingo

Atacadas por ex-maridos ou companheiros, três mulheres foram assassinadas a tiros; a quarta vítima morreu queimada

O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2018 | 14h16

SÃO PAULO - Atacadas por ex-maridos ou companheiros, ao menos quatro mulheres foram vítimas de feminicídio entre sexta-feira, 12, e domingo, 14, em São Paulo. Em três casos, o assassinato foi cometido com arma de fogo - na outra ocorrência, a vítima morreu queimada. Elas tinham entre 22 e 46 anos. Na quarta-feira, 10, e quinta-feira, 11, que antecederam o feriado, ao menos outras quatro mulheres já haviam sido mortas no interior do Estado.     

No caso mais recente, Ellen Bandeira, de 22 anos, foi morta a tiros pelo ex-namorado Richardson Jonhnison Silva, de 30, na madrugada do domingo no bairro Bonsucesso, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O suspeito foi preso em flagrante.

Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, Silva teria ido até a casa da ex, atirado contra ela e depois fugido para uma igreja. Lá, foi preso pela Polícia Militar.  

Baleada no tórax, Ellen chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal Pimentas, mas não resistiu aos ferimentos. O caso é investigado pelo 4.º Distrito Policial de Guarulhos.

Na noite de sexta, por volta das 21 horas, o autônomo José Manoel da Silva, de 47 anos, usou um revólver calibre 38 para atirar seis vezes contra a ex-mulher Renata Solange de Souza, de 35. O crime aconteceu na Rua Constantino de Oliveira Ledo, na região do Campo Limpo, zona sul de São Paulo.

O suspeito foi reconhecido por uma testemunha. À PM, ela relatou que Silva, primeiro, atirou contra Renata e, depois, também tentou baleá-la. Os agentes conseguiram localizar o suspeito e prendê-lo em flagrante. Ele teria confessado o crime e deve responder por homicídio e tentativa de homicídio, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Com ele, os agentes também teriam encontrado a arma do crime, que estava com a numeração raspada. A investigação é conduzida pelo 89.º DP (Portal do Morumbi). 

No mesmo dia, Sheron Chaves Monteiro, de 34 anos, teve a morte confirmada pelo Hospital Regional do Grajaú, também na zona sul da capital, após passar cinco dias internada, vítima de queimaduras. 

Segundo investigações do 25.º DP (Parelheiros), delegacia responsável pelo caso, o principal suspeito do ataque é o companheiro dela, Alex Alexandre Ferreira. "Foi solicitada à Justiça a prisão temporária do autor, que está foragido", diz a SSP.

Na manhã de sexta, Renata Basso Beisman, de 46 anos, foi morta pelo marido Evandro Humberto Rizza, de 45, que se suicidou em seguida. O caso aconteceu por volta das 9 horas em Sumaré, no interior. 

Acionados para a ocorrência, PMs encontraram os dois corpos dentro de uma casa, além de um revólver calibre 38. Testemunhas disseram aos policiais que o casal estava em processo de separação e que Rizza não morava mais lá. 

Também relataram que o marido pediu a dois filhos para irem até a casa dos vizinhos, com a justificativa de que queria conversar com Renata. Quando estavam sós, ele atirou na vítima. 

Em nota, a SSP afirma que "todos os crimes de violência contra à mulher são investigados" e que criou um protocolo para melhorar o acolhimento as vítimas e aprimorar a coleta de provas. "São Paulo é pioneiro no combate à violência contra a mulher, contando com 133 DDMs (Delegacia de Defesa da Mulher)", diz a pasta.

Tudo o que sabemos sobre:
feminicídiomulherSão Paulo [estado]

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.