SP tem o dia mais quente em seis meses

Frente fria deve causar só chuva rápida hoje

O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2012 | 03h07

A tarde de ontem foi a mais quente do inverno deste ano tanto em São Paulo quanto no Rio, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O pico aconteceu por volta das 15h, quando a estação meteorológica no Mirante de Santana, na zona norte, registrou 33,1º C. No Rio, os termômetros da estação de Marambaia marcaram 38,5ºC.

E mesmo a chegada de uma frente fria hoje vai só provocar chuva rápida em São Paulo. O tempo continua quente e seco até quinta-feira, segundo a Climatempo. As altas temperaturas foram resultado da forte massa de ar seco que cobria a região Sudeste. Paulistanos e cariocas não tinham um dia tão quente desde março, quando São Paulo teve 34,3ºC no dia 1.º e o Rio registrou 39,2ºC, no dia 22.

Às 11h20 de ontem, a Defesa Civil de São Paulo e o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) chegaram a decretar estado de atenção, já que a umidade do ar chegou a 28% .

Praias. O calor levou milhares de turistas para o litoral e, em algumas cidades, o trânsito ficou tão caótico quando o da capital. Comerciantes acreditam que as estimativas das prefeituras, de 300 mil visitantes no período, foram superadas.

Durante todo o feriado, o trânsito na Rio-Santos foi intenso. Trechos que geralmente são percorridos em 15 minutos levaram mais de uma hora em Caraguatatuba e São Sebastião. Em Ilhabela, 159 turistas em duas escunas ficaram mais de oito horas sem comer no sábado porque o restaurante na Praia do Jabaquara, destino do passeio, não conseguiu atender a demanda.

Na Praia do Curral, onde era praticamente impossível encontrar um lugar na areia, muitos turistas estavam descontentes. "Preferimos procurar um restaurante mais perto do centro, e após enfrentar um trânsito igual ao de São Paulo, não conseguimos porque estavam todos lotados", disse o arquiteto Fernando Macchiri, de São Paulo.

O secretário municipal de Turismo de Ilhabela, Harry Finger, disse que vai procurar representantes do comércio para discutir o problema. "O movimento surpreendeu todo mundo."

Interior. A baixa umidade do ar levou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) a ampliar a proibição da queima nas lavouras de cana de 57 para 338 municípios anteontem. Não chove faz mais de 50 dias nas regiões canavieiras e a umidade do ar está abaixo de 20%. / EDISON VEIGA, JOSÉ MARIA TOMAZELA E REGINALDO PUPO, ESPECIAL PARA O ESTADO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.