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SP tem menor taxa de mortalidade infantil desde 1990

Dados foram divulgados pela Fundação Seade e mostram 10,7 óbitos a casa 1 mil nascidos vivos no Estado; no País, índice é de 13 por 1 mil

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2016 | 12h30

SÃO PAULO - O Estado de Sâo Paulo registrou, em 2015, a menor taxa de mortalidade infantil dos últimos 25 anos. No ano passado houve 6.743 mortes contra 632.374 nascimentos. Em 1990, foram 20.384 óbtidos para 653.576 nascimentos.  Há, portanto, 10,7 óbitos por cada mil crianças nascidas vivas no Estado, contra 31,2 em 1990, início da série histórica. 

O Brasil já atingiu a meta estipulada nos Objetivos do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2015, de diminuição dos índices em dois terços. De 1990 a 2015, o País reduziu em 73% a mortalidade infantil. No relatório da ONU de 2015, a América Latina aparece com 17 mortos a cada 1000 nascidos vivos - média melhor do que em partes da Ásia (de 23 a 33 por 1000, dependendo da região), África e Oceania, mas ainda elevado diante dos países desenvolvidos (6 mortes a cada 1000 nascidos vivos).

Os dados, que acompanham a tendência nacional, foram divulgados nesta quinta-feira, 27, pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). A região de São José do Rio Preto registrou, em 2015, o menor índice de mortalidade infantil de São Paulo, com 8,4 óbitos a cada 1 mil crianças nascidas vivas. Em seguida aparecem as regiões de Ribeirão Preto (8,6), Campinas e São João da Boa Vista (9,1). A região metropolitana de São Paulo registrou 10,9. A média no País é de 13 mortes por 1 mil nascidos vivos.


Além disso, os dados mostram que dos 645 municípios do Estado, em 178 não houve registro de nenhum óbito. E em um quarto das cidades, os índices são inferiores a dois dígitos. A situação mais grave é registrada na Baixada Santista: 14,6 mortes a cada 1 mil nascidos vivos.  O governo do Estado atribui o problema na região à pobreza e ao grande número de ocupações irregulares.

O principal motivo para a morte de recém-nascidos são as complicações perinatais, relacionadas a problemas na gravidez, parto ou nascimento, que representaram 57,4% das mortes infantis.  Más-formações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas são a segunda principal causa (23%). Já as doenças do aparelho respiratório e as infecciosas e parasitárias aparecem com somente 4,1% das mortes. 

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