SP tem mais 300 policiais multando nas ruas

Com o objetivo principal de intensificar a fiscalização da lei seca, o governo do Estado anunciou ontem a recriação do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran). O órgão atuou na fiscalização e orientação do trânsito da capital até 2002, quando foi extinto sob a alegação de que era preciso priorizar o combate à criminalidade. Com o retorno, o número de policiais destinados exclusivamente a atividades de trânsito vai dobrar, passando de cerca de 800 para 1.634.

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2010 | 00h00

"Uma decisão de governo fez com que o Comando fosse extinto. Nós vivíamos uma época em que o volume de homicídios dolosos era muito expressivo. De lá para cá, caíram em mais de 70% e permitiu que liberássemos esses policiais para o policiamento de trânsito", disse o governador de São Paulo, Alberto Goldman.

Como antecipou reportagem do Estado publicada há um mês, o CPTran terá dois batalhões para o policiamento de trânsito. Um deles manterá a estrutura do 34.º Batalhão, que faz parte do Programa de Policiamento de Trânsito, em parceria com a Prefeitura. Cerca de 800 policiais fazem parte dessa unidade, que vai ficar responsável pelas zonas norte, leste e sudeste.

Os outros 500 que atuam hoje no policiamento de trânsito estão divididos pelas companhias da capital. Eles não atuam exclusivamente nessa atividade, realizando também ações de prevenção e atendendo ocorrências. A eles serão reunidos outros 300 policiais para formar um batalhão que será responsável pela fiscalização das zonas oeste, sul, sudoeste e centro. O comando recebeu 190 viaturas.

Segundo o comandante do CPTran, coronel Hervando Luiz Velozo, o comando vai atuar em questões que fogem à alçada da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), cujos agentes não podem parar veículos. "Vamos fortalecer principalmente a operação direção segura à noite, com testes de bafômetro." Desde agosto de 2007 ? quando teve início a operação ?, foram realizados 200 mil testes. No primeiro ano, 17% dos motoristas eram flagrados com nível de álcool acima do permitido. Neste ano, o índice caiu para 2,4%.

Divisão. Inicialmente, o comando vai manter uma divisão de cerca de 70% do efetivo atuando entre 7 e 22 horas nos dias úteis. Nos fins de semana, a proporção entre dia e madrugada vai para 50% em cada turno, por causa das blitze da lei seca. Durante o dia, a meta do CPTran é fiscalizar alternadamente 1.011 cruzamentos da capital. "Hoje temos agentes em muitos desses pontos, mas a prioridade total não era o trânsito. Estamos estabelecendo uma doutrina específica de trânsito, para aumentar a fiscalização."

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