SP tem agosto mais seco em quase 7 décadas

Desde que começou a medição do Inmet, em 1943, nunca a umidade havia ficado tão baixa por tanto tempo; em um mês, só choveu 1,2% do previsto

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2010 | 00h00

Agosto de 2010 terminou como o mais seco da cidade de São Paulo desde 1943, ano em que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) iniciou as medições. O volume de chuva no mês foi de 0,4 mm - cerca de 1% da média para agosto, que é de 39 mm. Ontem, a umidade do ar esteve novamente abaixo dos 30%, colocando a cidade em estado de atenção.

Com 24%, a terça-feira foi o 12.º dia em que a cidade viveu níveis abaixo da marca dos 30% no último mês. O ar é considerado bom para a saúde com umidade acima de 60%. A temperatura ontem à tarde foi de 28,6 °C.

Mesmo em agosto de 2007 - que não teve chuva - não houve uma sequência tão longa de dias com baixa umidade. No período, apenas dois dias registraram nível inferior a 30%. Em agosto de 2009, que registrou o recorde mínimo de umidade relativa do ar - 10% -, apenas quatro dias ficaram sob estado de atenção.

A situação deve se prolongar no mínimo até o fim da semana. "A previsão de umidade é menor para amanhã, que deve ficar mais quente", afirma Fernando Romeiro Reis, do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Na previsão do CGE, só deve chover por volta do dia 12.

A perspectiva da Climatempo é mais otimista. "No domingo chega uma frente fria mais forte e espera-se uma chuva fraca na segunda-feira", diz o meteorologista Marcelo Pinheiro.

Seco. Desde 19 de agosto, o único alívio que o paulistano teve em relação à baixa umidade do ar foi anteontem, quando a passagem de uma frente fria pelo oceano trouxe ventos úmidos. A situação mais crítica foi registrada no dia 27, quando a umidade relativa ficou em 12% - no limite da emergência. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) chegou a cogitar o endurecimento das restrições ao trânsito de veículos.

O ar seco, que causa incômodos na garganta, olhos e nariz e agrava doença respiratórias, também provocou mudanças no dia a dia. Escolas mudaram horários de educação física e a Prefeitura recomendou evitar atividade ao ar livre no período da tarde. Hospitais ainda registraram aumento nos atendimentos.

No período, a Cetesb registrou ar poluído por dez dias. No domingo, mesmo com a menor circulação de carros, oito das 18 estações de medição de qualidade do ar na Região Metropolitana tiveram classificação "má". Outras três ficaram como "inadequadas".

Interior. A situação da umidade do ar no interior mostrou ligeira melhora. Presidente Prudente, que chegou a 6% e anteontem registrou 8%, teve umidade de 33%, ontem.

Seis cidades estavam com umidade abaixo de 20% ontem: Barretos, Itapira, Jales, Pradópolis, Valparaíso e Votuporanga.

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