SP tem 20% dos estabelecimentos do País

A vocação para o turismo de negócios coloca São Paulo no topo do ranking nacional de hospedagem. Segundo dados do IBGE, 19,3% dos estabelecimentos hoteleiros estão na capital. São 972 opções, entre hotéis, pousadas, motéis, flats, pensões e albergues. A oferta inclui 54.065 quartos, com 73.488 leitos.

O Estado de S.Paulo

29 de fevereiro de 2012 | 03h09

Na comparação com as outras capitais, São Paulo é a que tem o maior número absoluto de opções consideradas de luxo, superior ou muito confortável. Há 190 estabelecimentos na cidade com essa classificação, ou 19,6% do total da rede brasileira.

O índice paulistano de luxo hoteleiro supera a média nacional, que é de 14,5%, mas perde para o Rio, onde 23,5% das vagas pertencem a essa categoria. Em função do tamanho da rede, no entanto, 32,4% das opções hoteleiras ofertadas em São Paulo se encaixam na classificação simples e 36,9%, na faixa econômica. O restante, 16%, é considerado de médio conforto, ou turístico.

Apesar de numerosos, os hotéis paulistanos não são os maiores. Na média, a rede dispõe de 76 leitos por estabelecimento - o índice do Rio é de 106 e a média nacional, de 74 leitos.

A infraestrutura paulistana é pequena quando se trata de albergue. São só 112 quartos nesse modelo, ou 0,02%. O Rio lidera, com 461. Já o número de motéis em São Paulo é o maior do País - são 9.165, o que representa 25% da rede nacional.

Segundo o segmento hoteleiro, o resultado da pesquisa realizada pelo IBGE mostra que a capital precisa se adaptar, mas que não encontrará dificuldades para isso. "São Paulo é uma cidade de turismo de negócios e é claro que não haverá nenhum evento de grande porte durante a Copa do Mundo. Acredito então que o problema será equacionado", afirmou Julio Serson, vice-presidente da Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). / ADRIANA FERRAZ e D.A.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.