'SP será a 'nova fronteira' para a Expo 2020'

O anúncio do apoio do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton à candidatura de Dubai à cidade-sede da Exposição Universal de 2020, feito neste mês, não esmoreceu a convicção da vice-prefeita de São Paulo, Nádia Campeão, de que a capital paulista pode vencer suas concorrentes e organizar o evento.

Entrevista com

ANDREI NETTO , CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2013 | 02h04

A decisão do Escritório de Exposições Internacionais (BIE) será conhecida em novembro. Para fazer frente ao desafio, Nádia Campeão lembra um argumento que funcionou quando o Rio foi escolhido cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016: o fato de a América Latina nunca ter recebido um evento do gênero. "Para a exposição, é uma nova fronteira." Ela esteve em Paris com o secretário-geral do BIE, Vicente Loscertales.

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton declarou apoio à candidatura de Dubai.

(Risos) Depois do Bill Gates, agora o Bill Clinton?

Sim. E além de Bill Clinton, a República Checa, por exemplo, anunciou apoio à cidade de Yekaterinburg, na Rússia. A candidatura de São Paulo está em desvantagem?

Pelo contrário. A candidatura de São Paulo está ganhando força a cada mês. O que conta é como as cidades realmente se apresentam para o conjunto dos países-membros do BIE e para os seus delegados. Conta muito o que realizamos no nosso país também, o que demonstramos em termos de possibilidades, de unidade interna, de determinação, de pontos fortes que a candidatura tem. Não é a fase de carimbar os apoios. Não vamos forçar nenhuma declaração de apoio.

Quais são os "sinais" de que a campanha avança?

Como em toda disputa, é preciso crescer na hora certa. Não adianta largar bem e não segurar o ritmo. Nós estamos crescendo no ano em que deveríamos crescer. Temos muito mais presença entre os delegados e os países que votam no BIE.

Quem são seus grandes adversários?

Na minha opinião, acho que temos três competidores mais fortes. Rússia e Turquia (Izmir), que têm uma dimensão grande e têm um peso geopolítico grande, e Dubai, que está fazendo um esforço. Dubai está investindo muitos recursos, que é algo que sempre conta. Mas é uma disputa em aberto. Os outros têm chance, e nós também (ainda concorre à sede Ayutthaya, na Tailândia).

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