SP sai do estado de atenção; cresce risco de muro de igreja cair

Chuva derrubou árvores, apagou semáforos e alagou ruas da cidade; plano de demolição da Renascer sai até 6ª

da Redação, estadao.com.br

20 Janeiro 2009 | 15h21

A forte chuva que atingiu a capital paulista na tarde desta terça-feira, 20, provocou alagamentos, apagou semáforos e derrubou árvores em várias regiões da cidade. Às 16 horas, as pancadas de chuva perderam força e o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura a suspendeu os estados de atenção nas zonas norte, leste, sudeste e região central. Com a chuva aumentou o risco de um dos muros do templo da Igreja Renascer em Cristo, no Cambuci, também desabar, segundo a Defesa Civil. Por isso, nove imóveis no entorno do local estão interditados desde o dia que o teto da sede mundial da igreja ruiu.   A parede, de 12 metros, corre o risco de cair porque a queda do teto quebrou uma viga e provocou inclinação de meio metro no muro. "Uma chuva forte é um grande fator de risco para derrubar essa parede", explicou o tenente Orlando Rodrigues Camargo Filho, coordenador da Defesa Civil. "A demolição terá de ser feita cuidadosamente para resguardar as casas."   Veja também: Projeto de demolição do templo deve sair até sexta Divulgada identidade da 9ª vítima do acidente na Renascer Igreja desabou por falta de manutenção, dizem técnicos Casal Hernandes pode voltar ao Brasil em junho Igreja usa mídia própria para falar em 'milagre' Interdição no entorno da Renascer deixa 15 pessoas desalojadas Igreja Renascer divulga lista das vítimas do desabamento  Galeria de fotos: imagens do local e do resgate às vítimas  Todas as notícias sobre o desabamento na Igreja Renascer      De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por volta das 16h30, eram contabilizados 13 pontos de alagamento, sendo um intransitável na Rua José Bernardo Pinto, sentido único, junto à Rua Miguel Mentem, na zona norte da capital. Pelo menos cinco semáforos estavam apagados.   Ainda segundo a CET, a queda de árvores interditava ao menos três vias: Rua Justiniano Carranza, altura do número 5, sentido centro; Rua General Gaudie Ley, altura do número 178; Avenida Antonio Gonçalves Viana, altura do número 96.   O tempo abafado que fez os termômetros atingirem 27ºC e a frente fria que passa pela região litoral provocou as áreas de instabilidades em São Paulo. Até as 15h15, o CGE registrava dois pontos de alagamento na cidade, transitáveis. Além de parte da capital, as chuvas atingiam as cidades de Mogi da Cruzes, Suzano, São Bernardo do Campo e Taboão da Serra, na Grande São Paulo.   Restos de alvenaria caíram nos telhados das edículas de quatro casas da viela. Já uma parede do lado esquerdo apresenta uma rachadura o que provocou a interdição da loja de roupas Batom Club que fica ao lado da entrada da igreja, na Rua Lins de Vasconcelos.   Os moradores da viela puderam entrar na segunda nas casas só para pegar os objetos mais necessários. Alguns foram para casa de parentes e outros, alojados pela igreja no Hotel Comfort, na Vila Mariana. Ao longo dos últimos dez anos, moradores da viela entraram com diversas representações contra a igreja no Ministério Público (MP), por conta de barulho, tráfego intenso e desrespeito à lei.   (Com Mônica Cardoso, de O Estado de S.Paulo, e Fabiana Marchezi, do estadao.com.br)   Atualizado às 17h13 para acréscimo de informações

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