SP proíbe Marcha da Liberdade; organizadores dizem manter ato

Para desembargador, novo movimento é a reedição da Marcha da Maconha, sob outro nome

Fábio Mazzitelli, O Estado de S. Paulo

27 de maio de 2011 | 19h17

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) proibiu nesta sexta-feira a Marcha da Liberdade, programada para ocorrer neste sábado à tarde na região central da capital. Em decisão do desembargador Paulo Rossi, o tribunal estende os efeitos da medida que proibiu a Marcha da Maconha na semana passada afirmando que o novo movimento é a reedição do anterior sob outro nome. Dessa forma, os argumentos que embasam a nova decisão do TJ-SP são os mesmos: a passeata faria apologia ao crime e incitaria ao uso de drogas.

 

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O advogado Raul Ferreira, que representou os organizadores, mostrou-se preocupado com os efeitos da nova proibição. "Com uma decisão dessas, corre-se o risco de se produzir mais violência", afirma o advogado.

 

Na semana passada, diante da proibição da Marcha da Maconha, os manifestantes resolveram marchar pela liberdade de expressão e foram reprimidos pela Polícia Militar (PM), com uso de bombas de efeito moral, gás pimenta e outras armas não letais. A violência do confronto levou o governador Geraldo Alckmin condenar a ação policial e o comando da PM afastar dois tenentes por excessos. A Guarda Civil Metropolitana também abriu investigação para apurar a conduta dos guardas.

 

"É uma decisão absurda, sem cabimento. É uma marcha que vai reunir todos os grupos marginalizados que lutam por direitos em São Paulo", afirmou o advogado Raul Ferreira, que representa os organizadores.

 

Segundo dois integrantes da organização da Marcha da Liberdade, a manifestação está mantida, pois seria impossível desmobilizar todas as pessoas já convocadas nos últimos dias.

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