Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

SP pode ter limite-padrão de 50 km/h

Prefeitura quer reduzir velocidade em vias arteriais da cidade - hoje de 60 km/h - na tentativa de reduzir mortes e acidentes no trânsito

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

09 Julho 2015 | 03h00

Com a justificativa de diminuir mortes e acidentes e melhorar a fluidez do trânsito, a Prefeitura de São Paulo pretende reduzir o padrão de velocidade máxima nas vias da cidade de 60 km/h para 50 km/h. Planejada pela gestão Fernando Haddad (PT), a mudança deve atingir as chamadas vias arteriais - as que fazem ligações entre bairros e, em geral, têm semáforos e acessos a ruas secundárias. Entre 2011 e 2012, os limites já haviam sido ajustados de 70 km/h para 60 km/h.

“Na cidade de São Paulo, o padrão ainda é 60 km/h, Nós temos de baixar para 50 km/h. Estamos tentando fazer isso com o tempo”, afirmou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, durante apresentação nesta quarta-feira, 8, de estudos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para redução do limite nas marginais. “Tem de baixar, para conseguirmos reduzir os números de mortos.” De acordo com a Prefeitura, 1.249 pessoas morreram no trânsito de São Paulo no ano passado.

As próximas vias arteriais a passar por redução da velocidade máxima serão as Avenidas Aricanduva e Jacu-Pêssego, na zona leste. A mudança de 60 km/h para 50 km/h nas avenidas começará a valer no dia 3 de agosto, segundo informou Tatto. Ainda de acordo com o secretário, a Prefeitura também estuda proibir o trânsito de caminhões na Jacu-Pêssego, onde 23 pessoas morreram vítimas de acidentes em 2014.

Outras vias que podem ter o limite reduzido, por exemplo, são as Avenidas Sumaré, Pacaembu e Francisco Morato, na zona oeste; Interlagos e Senador Teotônio Vilela, na zona sul; além da Brás Leme e Inajar de Souza, na zona norte. Vias de trânsito rápido, como a Avenida 23 de Maio, não seriam afetadas.

Para o secretário, baixar o limite também é uma medida para melhorar a fluidez do tráfego de São Paulo. “Quando você diminui a velocidade, o raio de segurança entre os carros é reduzido e a via ganha mais espaço. É como se você fosse alargar uma via. Por isso que reduzir (a velocidade) significa diminuir o congestionamento na cidade.”

Marginais. A partir do dia 20, a velocidade máxima passará de 90 km/h para 70 km/h nas pistas expressas; de 70 km/h para 60 km/h nas centrais, e para 50 km/h nas locais.

Segundo a CET, 73 pessoas morreram e 1.399 ficaram feridas nas Marginais do Pinheiros e do Tietê no ano passado. Carro e moto correspondem a 87,2% dos acidentes. A Prefeitura também pretende coibir ambulantes e acampamentos no local.

Especialistas. A redução da velocidade máxima ajuda a diminuir o número de vítimas em acidentes, na medida em que também reduz o impacto da colisão, segundo especialistas em trânsito. Em horários de pico, porém, o efeito seria nulo. Entre os motivos estão congestionamentos e motocicletas circulando em “corredores”. 

Já sobre a fluidez do tráfego, os especialistas se dividem. Parte deles afirma que a velocidade média tende a diminuir cerca de 15%, enquanto outros dizem que a redução do limite tornaria o trânsito mais homogêneo e menos lento. 

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