SP pede respeito ao pedestre. Por telefone

Ação atinge 4 milhões de números e integra 2ª fase da campanha contra atropelamentos

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2011 | 03h05

A Prefeitura de São Paulo está telefonando para os paulistanos para divulgar a segunda fase da campanha de proteção ao pedestre - um conjunto de ações para evitar mortes por atropelamento. Quem recebe o telefonema escuta uma mensagem pedindo a colaboração do cidadão: "Só atravesse na faixa e, onde não houver semáforo, sinalize com a mão sempre que for usar a faixa. Dê preferência à vida e respeite a faixa de pedestre", diz um locutor.

A mensagem que está sendo enviada a quatro milhões de telefones da cidade, sem prazo para ser concluída, também faz propaganda das ações da Prefeitura, dizendo que a capital tem 90 mil faixas de pedestre e que 14 mil delas acabaram de ser revitalizadas. "Elas foram feitas para a sua proteção", afirma o locutor.

A campanha é de responsabilidade da Secretaria Executiva de Comunicação, que não divulgou os custos da ação. Em nota, a secretaria informou que as chamadas estão sendo "realizadas por meio da nova central 156, que possibilita o envio de mensagens gravadas" e que uma campanha parecida, conscientizando os moradores a não deixar água parada por causa da dengue, também está em curso. "Esse tipo de ação é complementar. Ajuda a campanha realizada por meios convencionais", justifica a nota enviada ontem.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a campanha já reduziu em 13% o número de mortes por atropelamento na cidade, na comparação entre 11 de maio e 31 de junho deste ano com o mesmo período de 2010. Na área onde funcionou o projeto-piloto (região central e o entorno da Avenida Paulista), essa redução foi maior: de nove mortes no ano passado para três neste ano.

Multas. A segunda fase da campanha foi lançada há uma semana. O foco das peças publicitárias - há, também, um anúncio de TV - é orientar o pedestre a usar a faixa. A primeira fase, ocorrida em maio, preferiu orientar os motoristas a parar o carro e dar preferência a pedestres que fariam a travessia. Além da publicidade, outra frente de ações foi a aplicação de multas - previstas no Código de Trânsito Brasileiro - para veículos. Até agora, quase 40 mil pessoas foram multadas.

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