SP paga 30% a mais por trens, diz revista

Novos documentos em análise pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) indicam que o governo paulista pagou valores superfaturados em 30% para construção de linhas do Metrô e manutenção de trens da CPTM. O prejuízo é de pelo menos R$ 425 milhões, segundo reportagem publicada pela revista Isto É desta semana.

O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2013 | 02h09

As informações fazem parte de uma investigação realizada pelo Cade em parceria com o Ministério Público Estadual, que aponta a existência de um cartel formado por empresas do setor para vencer licitações abertas em São Paulo. Entre os contratos supostamente irregulares está o da primeira fase da Linha 5-Lilás do metrô - o superfaturamento apenas neste caso teria sido de R$ 46 milhões.

A suspeita é que o dinheiro pago a mais tenha sido desviado para as mãos de servidores estaduais, dirigentes do PSDB e das companhias de transporte. Ao todo, a investigação já revelou indícios de corrupção em 16 contratos. No pacote, estão dois da Linha 2-Verde.

O esquema funcionaria havia 20 anos, mas só veio à tona depois que funcionários da empresa alemã Siemens, integrante do cartel, concordaram em colaborar com as investigações em troca de imunidade civil e criminal, além de isenção no pagamento de multas.

Desde a divulgação das suspeitas, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que o governo é o "maior interessado" em apurar o caso.

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