SP muda rotina e ruas ficam quase vazias 1h antes do jogo do Brasil

Às 16h, a CET registrava 6 km de filas. No jogo anterior da seleção, pico às 15h foi de 302 km; nesta segunda, máximo foi de 88 km

Caio do Valle e Gustavo Lopes, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2014 | 21h36

SÃO PAULO - Não houve feriado nem caos em São Paulo nesta segunda-feira, 23, quando a cidade enfrentou o maior desafio de mobilidade da Copa: receber um jogo na Arena Corinthians poucas horas antes de a seleção brasileira entrar em campo. O pico de lentidão foi de 88 km, às 14h. Antes e depois, as ruas ficaram livres dos engarrafamentos.

Para se ter uma ideia de como o trânsito ficou bom, com jeito de domingo, às 16h, pouco depois do término da partida entre Chile e Holanda na Arena Corinthians, e faltando uma hora para Brasil e Camarões (em Brasília), a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 6 km de filas. Há uma semana, quando Brasil e México se enfrentaram em Fortaleza, a lentidão no horário era de 302 km, o terceiro pior índice de todos os tempos. 

Nesta segunda, os paulistanos se preveniram. Outro fator que contribuiu foi o rodízio ampliado para as placas de final 1 e 2 e a extensão do horário de funcionamento das faixas exclusivas de ônibus - medida adotada pelo prefeito Fernando Haddad, após não obter aval da Câmara para decretar feriado.

Exemplo. A história do engenheiro Ricardo Popov dos Santos, de 28 anos, ajuda a ilustrar o que ocorreu nesta segunda. Morador da Vila Prudente, na zona leste, ele trabalha em uma empresa de saneamento em Barueri, na Grande São Paulo. Mas nesta terça a cidade vizinha celebra aniversário e é feriado. A empresa de Santos preferiu trocar o dia de folga, emendando o fim de semana. “Foi ótimo, porque no último jogo fiquei três horas parado no trânsito tentando chegar em casa”, conta.

O atendente de telemarketing Tiago Gonçalves, de 29 anos, também recebeu folga do call center em que trabalha, na Vila Olímpia, na zona sul. “Eles nos informaram na sexta-feira que não iríamos trabalhar hoje, mas as pessoas vão ter de compensar essa folga.” 

E houve quem adiantou a saída. A assistente de comércio eletrônico Raissa Pinto, de 20 anos, por exemplo, encerrou o expediente às 11h na área administrativa da livraria em que trabalha, na Avenida Paulista. “Da outra vez, saímos às 14h, já no meio do trânsito ruim.”

Trens. A situação só não foi muito tranquila na Linha 11-Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Por volta das 11h, milhares de torcedores chilenos e holandeses se espremiam nos vagões para seguir rumo à Arena Corinthians. A cuidadora Ana Santana, de 55 anos, que mora em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, se queixava da superlotação incomum. “Estou com minhas três netas pequenas, preciso redobrar a atenção”, reclamou.

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