SP já tem 5 mil vigias de preto

Com walkie-talkies e guarda-sóis, seguranças de terno se espalham por bairros nobres da cidade

, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2010 | 00h00

Posição. Segurança na Rua Carlos Queirós Teles, Morumbi      

 

A crescente preocupação dos paulistanos com a segurança nos prédios e condomínios criou uma nova profissão: o segurança de terno preto e walkie-talkie, que passa o dia sob guarda-sóis na frente de edifícios de alto padrão da cidade.

Hoje, existem cerca de 5 mil vigilantes do tipo espalhados pelos bairros abastados da capital paulista e da Região Metropolitana. Sua função é basicamente controlar o acesso de veículos à garagem ? 35% das invasões a condomínios começam dessa maneira. Por isso, nos prédios onde a segurança é mais profissional, eles não podem nem parar para ajudar um morador com as compras ou se distrair numa conversa informal.

Um dos seus acessórios essenciais é o terno. Segundo Chen Gilad, diretor de Planejamento da Haganá ? empresa para a qual trabalham um terço de todos os vigias do tipo ?, o terno serve para dois propósitos: aparência e segurança.

"Primeiro, é a questão do respeito. Um funcionário que usa terno traz uma imagem de seriedade para o sistema de segurança. Em segundo lugar, o terno deixa dúvidas sobre a posse de armas pelo funcionário. Em 90% dos casos não recomendamos o uso de armas, mas ainda assim preferimos deixar essa dúvida para o bandido", diz Gilad.

Mesmo com tanto profissionalismo, há quem acredite que a ideia do segurança do guarda-sol não é muito boa. "Manter um funcionário do lado de fora traz vulnerabilidade para o prédio. Ele pode ser facilmente rendido por assaltantes. O ideal é que ele fique da porta para dentro", explica o vice-presidente do sindicato da habitação (Secovi), Hubert Gebara. / R.B.

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