SP já tem 12% dos semáforos em pisca-pisca

São 598 faróis em amarelo intermitente na madrugada; ação ocorre onde não há acidentes

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2014 | 02h02

A capital tem hoje 598 cruzamentos funcionando em amarelo piscante durante a madrugada. O número representa 12% do total e cresceu no ano passado após aprovação de uma lei que libera a operação especial em locais com baixo fluxo de veículos onde, preferencialmente, a velocidade máxima permitida é igual ou inferior a 60km/h.

Lista da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que a prática é implementada em toda a cidade, com destaque para as regiões sul e leste, que concentram mais da metade dos equipamentos na função piscante durante a madrugada. Trechos de avenidas como República do Líbano, Santo Amaro, Cupecê, Celso Garcia e Sapopemba são exemplos.

Segundo a CET, a lei proposta pelo vereador Telhada (PSDB) para reduzir casos de assaltos no trânsito, e sancionada pelo prefeito Fernando Haddad (PT) em junho, não é a única norma que permite à companhia operar semáforos em amarelo intermitente. Desde 1980, uma justificativa técnica libera a função, desde que cumpridas exigências como a realização de estudo prévio para medir os impactos e a inexistência de obstáculos que prejudiquem a visão do motorista.

Estatísticas relacionadas a índices criminais também são levadas em conta na hora de optar ou não pela operação do semáforo em pisca-pisca.

"A lei reforça esse trabalho que já vem sendo desenvolvido. Nossos técnicos continuarão estudando os locais em que a alteração semafórica poderá ser realizada", afirma a companhia. Desse modo, a expectativa é de que o número atual possa crescer ao longo do ano.

Quando liberado, o semáforo em modo pisca-pisca pode funcionar entre 23h e 5h ou de 0h às 4h. De acordo com o vereador, que é ex-comandante da Rota, esses horários concentram a maior parte dos casos de roubos no trânsito.

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