SP ganha 2 abrigos, mas ainda faltam 3 mil lugares

A Operação Baixas Temperaturas começou ontem com a inauguração de dois abrigos para moradores de rua em São Paulo. A Prefeitura entregou o Centro de Acolhimento Emergencial Alcântara Machado, no Brás, e o Centro de Acolhida para Adultos Castro Lopes, em Ermelino Matarazzo. Apesar do acréscimo de 215 vagas, persiste um déficit de leitos em relação à população de rua da capital: 13 mil pessoas para quase 10 mil leitos.

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2011 | 00h00

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) considera que a quantidade corresponde à realidade. "As vagas têm sido suficientes. Mas estamos ampliando o número para atender todas as pessoas."

Para a vice-prefeita e secretária de Assistência Social, Alda Marco Antônio, muitos moradores de rua perdem hábitos de higiene e se recusam a tomar banho, respeitar os horários e outras rotinas disciplinares exigidas nos albergues. "Se tivéssemos as 13 mil vagas, talvez fosse um desperdício. Nunca recolhemos mais de 50 pessoas, nem nas noites mais frias. É uma luta, mas temos de respeitar a vontade delas", disse Alda.

O prédio na Avenida Alcântara Machado receberá, exclusivamente, recolhidos pelas peruas da Central de Atendimento Permanente Emergencial (Cape). O centro servirá também a mulheres, crianças e deficientes com banho, alimentação e pernoite rotativo (permanência máxima de uma noite). O Castro Lopes, na zona leste, será somente para homens e oferecerá capacitação profissional.

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