Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

SP estuda faixa exclusiva para o setor de serviços

Segundo secretário, táxis, frete, ambulâncias e outros tipos de veículos usariam espaço já existente para ônibus 

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

16 Junho 2015 | 15h29

SÃO PAULO - A Prefeitura estuda a possibilidade de liberar faixas exclusivas de ônibus na cidade de São Paulo para o setor de serviços, segundo o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. Hoje, a cidade tem uma rede de 476,8 quilômetros de faixas à direita destinadas ao transporte público.

De acordo com Tatto, que nesta terça-feira, 16, participou do lançamento de uma pesquisa para o setor de cargas, a ideia, que ainda não tem uma data para ser colocada em teste, é que atividades como serviços de frete, de concessionárias de serviço público, ambulâncias e viaturas da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros que não estiverem em situação de emergência, veículos de imprensa e de autoridades possam circular em algumas dessas faixas. 

"Eu acho que seria ideal na cidade de São Paulo, onde for possível porque não tem tanta faixa disponível, uma área onde todo o setor de serviços pudesse ficar", disse Tatto. "Tem que começar a priorizar os serviços essenciais e o viário é o mesmo, não tem como aumentar." Questionado se as faixas de serviço serão implementadas até o final da gestão Fernando Haddad (PT), que termina no ano que vem, Tatto afirmou que ainda é preciso fazer estudos. Caso a medida seja implementada, será em caráter de teste. 

Pesquisa. A Prefeitura, com o apoio da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e financiamento de US$ 2,1 milhões do Banco Internacional de para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), vai realizar uma pesquisa para traçar o perfil do transporte de cargas dentro da cidade de São Paulo. O objetivo da administração municipal é obter 3.050 questionários para revelar a realidade logísticas de 17 setores econômicos que necessitam do transporte de carga. 

"A cidade está mudando a configuração do transporte de mercadorias em função da criação do Rodoanel, que permite tomar decisões. O transporte de mercadorias não tem mais necessidade de passar dentro da cidade de São Paulo. As marginais podem deixar de ser rodoviárias e fazer parte da cidade de São Paulo, e os caminhões são elementos que fazem com que ela não tenha essa características", afirmou Tatto.  

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