''SP é como a Paris do século 19 e a NY do 20''

Em um café no térreo do Edifício Copan, na região central, o sociólogo canadense Daniel Aldana Cohen tira R$ 2 do bolso e dá ao homem que passa pedindo dinheiro para comer. "Nunca é possível saber como ele vai usar, mas...", diz, em bom português. Aos 29 anos, ele ficará na capital até o fim do mês como parte de seu doutorado sobre mudanças climáticas e desenvolvimento econômico, pela New York University.

Denize Guedes, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2011 | 00h00

Mas por que São Paulo? "Queria estudar essa dinâmica em um mercado emergente.

E, se o Brasil é, como dizem,

o país do futuro, São Paulo é

a cidade do presente. Algo

como a Paris do século 19 e a Nova York do 20, uma metrópole cheia de contradições e em transição."

Admirador das urbanistas Raquel Rolnik e Ermínia Maricato, Cohen lembra que carros e ônibus são os principais responsáveis pelas emissões de carbono na cidade. E, em sua opinião, é possível amenizar o problema por meio de demandas já existentes de organizações ambientais e movimentos populares paulistanos. "Os dois pedem moradia no centro, melhor transporte público, mais emprego na periferia", resume o sociólogo.

Cohen volta em fevereiro para uma temporada de pelo menos um ano na cidade. "Adoro São Paulo. Ela é estimulante e reflete dinâmicas importantes do mundo."

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