Patrícia Cruz/AE
Patrícia Cruz/AE

SP deve ter Virada só de comida no 2º semestre

Após tumulto com galinhada de Alex Atala, Kassab fala em evento de menor dimensão

Artur Rodrigues, O Estado de S. Paulo

07 de maio de 2012 | 22h25

SÃO PAULO - Após a confusão envolvendo a galinhada de Alex Atala e as filas do projeto Chefs na Rua da 8.ª Virada Cultural de São Paulo, no fim de semana, a Prefeitura estuda criar a Virada Gastronômica já no próximo semestre. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou que a ideia surgiu por causa do "sucesso" das bancas dos cozinheiros famosos, que não deram conta da demanda.

"A SPTuris (São Paulo Turismo) está avaliando, a meu pedido, a hipótese de criar uma Virada Gastronômica diante do sucesso que foi essa pequena oferta para a população nessa praça de alimentação (feita no Elevado Costa e Silva, o Minhocão)", disse o prefeito Kassab.

Seguindo a linha da afirmação do secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, que disse no domingo que "eventos de massa" e "alta gastronomia" não combinam, a Virada Gastronômica teria proporções menores. "Não seria algo com público igual ao da Virada Cultural, mas acho uma ideia interessante. Vamos avaliar com o secretário Calil, com os chefs e, possivelmente, até no segundo semestre a gente possa fazer", disse o presidente da SPTuris, Marcelo Rehder.

Sobre o tumulto na madrugada de domingo, Kassab afirmou que a escolha do D.O.M., de Atala, eleito o quarto melhor restaurante do mundo pela revista britânica Restaurant, em premiação no dia 30, coincidiu com a semana da Virada, levando a uma procura maior do que a esperada. Na barraca onde seriam distribuídas 500 galinhadas, na abertura do Chefs na Rua, apareceram milhares de pessoas. Por segurança, o próprio chef acabou sendo impedido de chegar até o local pela organização do evento.

Kassab ainda classificou os problemas como uma "queimada na largada" do evento com 30 chefs famosos.

Vinho químico. A fiscalização da Prefeitura constatou que parte do chamado "vinho químico" vendido por camelôs durante a Virada era produzido de maneira caseira, dentro de estabelecimentos na região central. A suspeita é de que a bebida seja produzida com etanol, groselha e adoçante. Uma máquina usada para lacrar garrafas de plástico foi apreendida em um ponto comercial pela Guarda Civil Metropolitana. "Eles pegam as garrafas vazias no lixo, às vezes nem lavam, e essa máquina faz o lacre", explicou o subprefeito da Sé, Nevoral Bucheroni. Os vinhos apreendidos serão enviados para análise no Instituto Adolfo Lutz.

Nas 24 horas de evento, foram apreendidos 4.820 litros de bebidas vendidas irregularmente - 1,5 mil deles só de vinho. A quantidade, porém, é bem menor do que o apreendido na última edição do evento, quando foram recolhidos mais de 22 mil litros de bebidas - 18 mil de vinho.

Nesta edição, os camelôs trocaram carrinhos por bolsas pequenas, mais discretas, o que facilita o drible na fiscalização. No entanto, a Prefeitura credita a menor quantidade de bebida apreendida à melhor fiscalização. Seis pontos comerciais foram lacrados por vender bebida e outros produtos de forma irregular. Em 2011, foram 23.

Os 4,2 mil funcionários que atuaram na limpeza da região central retiraram 323 toneladas de lixo das ruas. Desse total, 22,5 foram destinadas à reciclagem.

Tudo o que sabemos sobre:
Virada CulturalAlex Atala

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.