SP deixa zona epidêmica de homicídios no trimestre pela 1ª vez em 15 anos

Número de mortes ficou em 9,52 para cada 100 mil habitantes; índice de furtos a carro, porém, cresceu 7,7%

Marcela Gonsalves, Central de Notícias

15 de abril de 2011 | 17h15

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo conseguiu pela primeira vez em 15 anos sair da zona epidêmica de homicídios registrados num primeiro trimestre. Segundo os dados sobre a criminalidade divulgados nesta sexta-feira, 15, pela Secretaria de Segurança Pública, a taxa ficou em 9,52 homicídios para cada 100 mil moradores, abaixo do máximo tolerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é acima de 10/100 mil .

 

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De janeiro a março, foram registrados 992 homicídios dolosos no Estado, contra 1.224 nos primeiros três meses de 2010 - queda de 19%. É o menor índice registrado nos primeiros três meses desde 1996, quando começou a série histórica. Na capital paulista, a diminuição foi de 41,49%, com 156 mortes a menos. Na Grande São Paulo, a redução foi de 10,92% e, no interior, de 7,98%.

 

Em 1999, o número de homicídios dolosos estava em 35,27/100 mil habitantes no Estado - maior pico já registrado. A taxa média anual do Brasil é de 25/100 mil habitantes. A Secretaria da Segurança Pública atribui a redução a melhoria da gestão policial, incremento do uso da inteligência policial, e investimento em sistemas digitais e tecnologia.

 

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) comemorou o número  em discurso após cerimônia de entrega de 50 veículos para a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

 

Outras ocorrências. Os roubos também diminuíram, porém, o furto de veículos aumentou 7,7%, o que não ocorria desde 2000. Foram 26.021 veículos furtados em 2011, ante 24.159 no ano anterior. Dos automóveis, 43% foram devolvidos aos proprietários, segundo a Secretaria.

 

As prisões de suspeitos no Estado aumentaram 6% em relação ao ano passado e os flagrantes de tráfico de drogas registraram aumento de 19%.

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