ADILSON CAMPOS DE CARVALHO/ESTADÃO
ADILSON CAMPOS DE CARVALHO/ESTADÃO

SP: após protesto, Marginal do Tietê começa a ser liberada

Manifestantes são contrários a reintegração de posse de terreno na região central

Felipe Cordeiro, Marina Azaredo e Marcelo Osakabe, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

01 Novembro 2013 | 17h12

Atualizada às 17h57

SÃO PAULO - Um protesto de cerca de cem pessoas contra a reintegração de posse de uma favela bloqueou a Marginal do Tietê nos dois sentidos, na altura da Ponte Orestes Quércia, conhecida como Ponte Estaiadinha, na tarde desta sexta-feira, 1º. A Tropa de Choque da Polícia Militar usou bombas de gás para dispersar os manifestantes, que liberaram as pistas por volta das 17h.

Os manifestantes, que carregavam faixas e cartazes, atearam fogo em pneus e fizeram barricadas nas pistas. Helicópteros também sobrevoaram a área onde houve o protesto, motivado por um pedido de reintegração de posse da Prefeitura para remover os moradores da favela Estaiadinha. O trânsito já flui normalmente no local.

Às 17h10, as pistas começaram a ser liberadas e a Capital tinha 171 quilômetros de congestionamento nas vias monitoradas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Às 17h55 desta sexta-feira, 1º, a Marginal do Tietê tinha 12,2 quilômetros de lentidão nas pistas expressa e local, da Rodovia Castelo Branco ao Rio Tamanduateí. O bloqueio influencia também o congestionamento das rodovias que chegam na Capital. As Rodovias Castelo Banco e Bandeirantes tem dois quilômetros de lentidão no sentido São Paulo.

Reivindicações. Em 24 de outubro, a Prefeitura conseguiu reverter a decisão do Tribunal de Justiça paulista que adiou em 90 dias a reintegração de posse do local. Como o mandado de reintegração foi expedido nesta quinta-feira, 31, a retirada dos moradores pode ser feita a qualquer momento. Em setembro, os moradores já haviam protestado contra o pedido de reintegração na Justiça.

De acordo com um dos líderes do protesto, Luciano Nascimento, haverá tentativa de novo diálogo com a administração municipal."Vamos negociar com a prefeitura e pedir que atendam nossa reivindicação de moradia", afirmou Nascimento.

Mais conteúdo sobre:
protesto sp tietê reintegração de posse

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.