SP amplia a restrição a pequenos caminhões; entenda

Caminhões de pequeno porte, os VUCs, só podem circular na área restrita das 10h às 16h e das 21 às 5 horas

Renato Machado, O Estado de S. Paulo

01 de agosto de 2008 | 07h35

Entram em vigor nesta sexta-feira, 1, as mudanças no horário de proibição de circulação dos Veículos Urbanos de Carga (VUCs) nos 100 km² da Zona de Máxima Restrição de Circulação. Os caminhões de pequeno porte, únicos veículos de carga que atualmente têm acesso ao centro expandido de São Paulo durante o dia, agora poderão circular apenas das 10 às 16 horas, dependendo da placa. Segue liberada a circulação das 21 às 5 horas. É a terceira medida da Prefeitura em pouco mais de um mês para melhorar a fluidez do trânsito restringindo veículos grandes.   Veja também Acompanhe a situação do trânsito rua-a-rua Entenda as novas medidas contra o trânsito  Conheça o histórico do trânsito na cidade    Em 30 de junho, a Prefeitura ampliou de 25 para 100 km² a área de restrição para caminhões no centro expandido entre 5 e 21 horas. Os VUCs continuaram com acesso à região, mas passaram a respeitar um rodízio de placas pares e ímpares. Os veículos de placas pares podiam circular nos dias pares, e os ímpares, nos dias ímpares.   Com a nova regra, o sistema de rodízio continua, mas o horário de circulação dos VUCs foi reduzido. O acesso segue liberado para todas as placas das 21 às 5 horas. O decreto 49.636/08 prevê que esse formato seja utilizado até 31 de outubro. Após essa data, os VUCs também estariam proibidos no centro expandido das 5 às 21horas. O prefeito Gilberto Kassab, no entanto, abriu a possibilidade de suspender essa proibição.   A multa para quem transitar em local e horário proibidos será de R$ 127,69, e o infrator terá cinco pontos na carteira. A CET irá manter a fiscalização com 501 agentes, adotada no início da restrição a caminhões, além da ação já existente do efetivo da PM. As associações de transporte de carga ameaçam entrar na Justiça. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo (Setcesp), Francisco Pelucio, considera impraticável fazer as entregas em seis horas.   O Setcesp organiza uma lista de reivindicações para entregar à Secretaria Municipal dos Transportes. Entre elas, a volta do antigo horário de restrição dos VUCs. "Antes, éramos totalmente contra qualquer restrição. Mas, como está difícil mudar a posição da Secretaria dos Transportes, pedimos que eles nos dêem condições mínimas para trabalhar", afirma Pelúcio.                                                    Como ficam as regras do trânsito de SP   Veículos de passeio: os motoristas de carros de pequeno porte já têm de respeitar uma restrição de circulação nas vias que delimitam o centro expandido da capital. As restrições vigoram das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas. Na segunda-feira, ela vale para os carros de placas finais 1 e 2; na terça, 3 e 4; na quarta, 5 e 6; na quinta, 7 e 8; na sexta, 9 e 0.   Caminhões: desde o dia 28 de julho, os caminhoneiros devem respeitar um novo sistema de restrições para a circulação nas vias que delimitam o centro expandido de São Paulo. É o mesmo sistema implantado há dez anos para os automóveis. As restrições vigoram das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas. Na segunda-feira, ela vale para os carros de placas finais 1 e 2; na terça, 3 e 4; na quarta, 5 e 6; na quinta, 7 e 8; na sexta, 9 e 0.   Caminhões pequenos (VUCs): de 30 de junho a 31 de julho de 2008, os VUCs com final de placa par podiam transitar das 5 às 21h na área de restrição apenas em dias pares do mês. E os com final de placa ímpar apenas em dias ímpares, no mesmo horário. A partir desta sexta, até 31 de outubro de 2008, os VUCs com final de placa par poderão transitar das 10 às 16h na área de restrição apenas em dias pares do mês. E os com final de placa ímpar apenas em dias ímpares, no mesmo horário. A partir de 1º de novembro, os VUCs serão proibidos, podendo ser prorrogadas, após avaliação, as medidas de liberação do trânsito. Em entrevista coletiva, o próprio prefeito Gilberto Kassab já havia afirmado que essa medida mais radical está suspensa.

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