'Soube pela polícia que eu tinha matado uma pessoa'

O acidente aconteceu dois anos atrás. Eu estava dirigindo meu carro por uma travessa da Avenida Cupecê (em Santo Amaro, na zona sul), quando bati. Para mim, tinha colidido contra o guardrail.

O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2012 | 07h03

Mas no dia seguinte fiquei sabendo pela polícia que tinha atropelado uma pessoa - que morreu. Meu mundo caiu. Fiquei sem eira nem beira.

Comecei a responder processo e a cumprir pena alternativa no Instituto Médico-Legal (IML). Meu trabalho era carregar corpos com os funcionários. Fiquei seis meses fazendo esse serviço. Aprendi muitas coisas. Recolhia nos hospitais e nas residências. Alguém tem de fazer isso.

No dia do atropelamento, eu tinha bebido. Mas não tinha consumido uma grande quantidade de álcool. Hoje, já faz um ano que não bebo... Tenho vários amigos que ingerem bebida alcoólica e eu me coloco como exemplo. De uns tempos para cá, pedi para que me mudassem de serviço, porque era muito longe da minha casa. Então, fui colocado em uma associação que trabalha com terra e preservação da natureza. Posso dizer que a pena alternativa está me ajudando bastante.

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