''Sou caçador de sonhos, não de tesouros''

Aos 79 anos, 40 deles dedicados a pesquisar relíquias no fundo do mar, Denis Sacco Albanese está desiludido com a profissão. "As pessoas idealizam muito esse trabalho. A época dos caçadores de tesouros no Mar do Caribe acabou", sentencia o francês radicado no Rio, pioneiro nas expedições de busca por navios naufragados no litoral do País.

Bruno Tavares, O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2010 | 00h00

Fotógrafo de celebridades do quilate de Brigitte Bardot, Albanese passou a dedicar-se quase integralmente ao mergulho a partir da década de 1970. Fez fama entre os caçadores de tesouros submarinos ao localizar o Vacama, navio naufragado no litoral de Búzios. Desde 2000, sua meta é encontrar o Rainha dos Anjos. Carregado de presentes do imperador da China para o rei de Portugal e o papa, o navio foi a pique em 1722 depois de explodir perto do Porto do Rio.

Para Albanese, as regras vigentes protegem o patrimônio subaquático. "Isto que fazemos não é um negócio. Mergulhamos pela aventura, sempre seguindo o que manda a lei", observa. "Só eu entreguei 1.500 peças ao Museu Naval. Se não for assim, você se torna um pirata." O experiente mergulhador rejeita o rótulo de caçador de tesouros. "Sou caçador de sonhos, não de tesouros."

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