Sorocaba investiga estupros em grupo

Adolescentes são acusados de abusar de colegas de escola; relacionamentos começaram na internet e violência chegou até a ser filmada

JOSÉ MARIA TOMAZELA , SOROCABA, O Estado de S.Paulo

12 Março 2012 | 03h03

A Polícia Civil de Sorocaba, a 95 km de São Paulo, investiga dois casos em que meninas foram estupradas por grupos de rapazes, após relacionamentos que tiveram origem em redes virtuais.

Na quarta-feira, uma adolescente de 13 anos denunciou ter sido estuprada por seis rapazes - ela namorava um deles, que conheceu em um site de relacionamento. O outro caso, ocorrido há três meses, mas só denunciado nesta semana, envolve uma menina de 12 anos, que teria sido violentada sexualmente por cinco garotos. Eles gravaram as cenas e ameaçavam postar na internet, caso ela contasse a alguém.

A polícia já chegou aos suspeitos, mas mantém as apurações em sigilo, pois se tratam de menores. No caso da menina de 13 anos, ela passou a se encontrar com o garoto depois de conversar pela internet. No segundo encontro, em um parque da cidade, o rapaz levou um amigo e os dois a convenceram a entrar em um terreno baldio. Quando tiravam sua roupa, apareceram outros quatro jovens. Ela foi obrigada a fazer sexo oral e anal com todos eles. A mãe da menina contou que ela chegou em casa com tanta dor que rolava no chão.

Os exames feitos por solicitação da polícia constataram lesões graves. O adolescente que atraiu a garota estuda na mesma escola e já tinha forçado a menina a fazer sexo oral nele e em um amigo, alguns dias antes. Caso não fizesse, "espalharia que eles haviam transado". O rapaz, de 16 anos, já foi identificado pela polícia. Os outros cinco não eram conhecidos da menina, mas aparentemente, segundo a polícia, são todos menores. As roupas da garota foram enviadas para coleta de material e exames de DNA em São Paulo. A família decidiu retirá-la da escola e iniciar tratamento psicológico.

Vídeo. O outro caso, em que a vítima foi a menina de 12 anos, ocorreu em dezembro do ano passado, em um bairro da zona norte. Os cinco rapazes eram conhecidos da vítima, pois estudavam na mesma escola. O grupo filmou a sequência de estupros e usava o vídeo para intimidar a garota.

Caso contasse aos pais ou à polícia, poriam as imagens na internet. A família da menina também recebeu ameaças e, por isso, demorou a procurar a polícia. A Delegacia da Infância e da Juventude começa a tomar os depoimentos dos menores acusados nesta semana.

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