Somos reféns de falta de investimentos

Análise: Jaime Waisman

É PROFESSOR DE PLANEJAMENTO, OPERAÇÕES DE TRANSPORTE DA USP , O Estado de S.Paulo

15 Março 2012 | 03h01

Os sistemas do Metrô são altamente confiáveis. São redundantes; se um falha, outro mantém as funções. O que temos é que, às vezes, acontecem essas "infelizes coincidências", de mais de uma pane em linhas diferentes. Mas o que sabemos é que o Metrô está no limite, sendo muito solicitado por causa da superlotação. Não é que está sendo feita mais ou menos manutenção. É a defasagem brutal que temos entre a necessidade da cidade e a oferta de transporte de massas.

As ampliações da rede, na zona leste e na zona sul, são obras para daqui quatro anos. Costumo dizer que as coisas vão seguir piorando até mais ou menos 2016. Só então, se continuarem os investimentos, poderá começar a haver melhora. Não temos nenhuma perspectiva de curto prazo de ter uma cidade funcionando, na área de mobilidade urbana, como gostaríamos. Somos reféns de anos de falta de investimentos.

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