Solução de homicídio no Rio ainda é uma das mais baixas

Taxa de esclarecimento era de 2,8% em 2009 e neste ano passou para 20%; SP, RS, BA e DF [br]solucionam 60%

, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2010 | 00h00

Vinte e três Estados responderam ao questionário da reportagem, a maioria por e-mail, após muita insistência. Entre eles, a Secretaria de Segurança do Ceará se negou a responder oficialmente, mas, com a condição do anonimato, um delegado reforçou as suspeitas: a situação da perícia local é dramática e o Estado tem de recorrer a vizinhos, até mesmo ao Piauí, para fazer testes elementares de balística.

Em Brasília, que tem polícia técnica modelo, a divisão de comunicação, comandada por um delegado, alegou que não teve tempo para responder ao questionário, entregue dez dias antes. As informações foram dadas extraoficialmente por um perito. Os demais Estados confirmam carência já mapeada pelo Ministério da Justiça.

A Polícia Técnico-Científica do Espírito Santo respondeu "sim" a todos os quesitos. Mas, quando questionada sobre a eficiência, reconheceu que todos os itens precisam de reforços urgentes. Deixaram de responder ao questionário os Estados de Mato Grosso do Sul, Paraíba, Tocantins e Rio, que ostenta um dos piores índices de esclarecimento de crimes do País.

Rio. Segundo a socióloga Julita Lemgruber, diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, o Rio chegou ao fundo do poço no ano passado, quando atingiu a taxa de 2,8% de homicídios esclarecidos, a menor do Brasil e uma das mais baixas do mundo. Só em 2010, quando a Delegacia de Homicídios passou a funcionar com especialistas e investimentos em tecnologia, elevou-se para 20% a taxa de esclarecimentos.

A média nacional é de 25%. Os campeões são Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia e DF, com mais de 60%. "Não se reduz a violência escondendo dados, mas combatendo a impunidade, com investimento em equipamento de ponta e a qualificação de pessoal", observou a socióloga.

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