Soldado será indiciado por morte do coronel José Hermínio

Assassinato do coronel revelou a atuação extensiva de policiais matadores do 18º Batalhão

Elvis Pereira, estadao.com.br

08 de julho de 2008 | 10h58

O soldado da Polícia Militar Pascoal dos Santos Lima será indiciado pela assassinato do coronel da PM José Hermínio Rodrigues, que comandava o policiamento da zona norte de São Paulo. A informação foi dada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) nesta terça-feira, 8. Lima já está preso. O coronel foi assassinado na manhã de 16 de janeiro deste ano, com cinco tiros. Ele estava andando de bicicleta quando um homem chegou em uma moto preta e o matou, na Avenida Engenheiro Caetano Alvares, Jardim Elisa Maria. O coronel comandava o 18.º Batalhão e investigava a formação de grupos de extermínio por policiais da zona norte de São Paulo. Ele também atuava no combate à máfias dos jogos e chacinas na região. Hermínio sabia que corria perigo por fazer esses enfrentamentos, pois estava incomodando grupos criminosos, e comentou isso com colegas da Polícia Civil. O coronel recebia telefonemas com ameaças depois que iniciou o combate ao crime na zona norte. Desde a morte de Hermínio, ao menos sete policiais foram presos, acusados de envolvimento com o assassinato do coronel ou com o grupo de extermínio investigado por ele. O governador de São Paulo, José Serra, admitiu a existências desses grupos e anunciou o combate. O comandante geral da Polícia Militar, coronel Roberto Antonio Diniz, no entanto, afirmou, um dia depois, que não existem provas para estabelecer vínculos das chacinas com grupos policiais, principalmente do 18.º Batalhão. O corpo do coronel, divorciado e com um filho de 8 anos, foi enterrado no dia seguinte ao assassinato. Ele formou-se aspirante oficial na Academia do Barro Branco em 1980. Concluiu em 2001 o Curso Superior de Polícia, exigido para policiais que pretendem se tornar coronéis. Em março deste ano, uma escola municipal no Jardim Elisa Maria recebeu o nome de Hermínio.  (Colaborou Gustavo Miranda e Ítalo Reis, do estadao.com.br)

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