Soldado e fuzileiro eram parte de milícia no Rio

Bando de paramilitares foi desmontado por ação da Polícia Civil e de Ministério Público em Duque de Caxias

PEDRO DANTAS / RIO, O Estado de S.Paulo

08 Março 2012 | 03h09

Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado Rio prendeu ontem 15 milicianos do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os detidos são acusados de integrar uma quadrilha de paramilitares formada por um fuzileiro naval, um sargento do Exército, 11 policiais militares, três ex-integrantes da corporação e um policial civil.

Apontada como a milícia mais violenta do Estado, a quadrilha é acusada de crimes como tortura, homicídio, agiotagem e invasão de terras.

Segundo os promotores de Justiça, os paramilitares cobravam taxas de traficantes de drogas para permitir a comercialização de entorpecentes nos arredores das áreas controladas pela quadrilha.

"A situação é muito grave. Os milicianos cobram até porcentual pela água que chega às casas dos moradores", afirmou o promotor Jorge Magno Reis Vidal.

Serviços. Batizada de Pacificador, a operação estourou um depósito de gás, um armazém de bebidas e uma central clandestina de distribuição de sinal de TV a cabo, que oferecia o serviço para cerca de 3 mil pessoas nos 13 bairros dominados pela milícia.

Em entrevista coletiva, o delegado titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Alexandre Capote, disse que ele e dois promotores do Grupo de Atuação de Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estão sendo ameaçados de morte pela quadrilha.

Por causa das ameaças dos criminosos, a Secretaria de Segurança Pública do Rio determinou que a segurança dos três fosse reforçada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.