Socialite agiu 'dentro da lei', diz advogado

Polícia apura por que Lydia Sayeg, do 'Mulheres Ricas', não transferiu as multas tomadas pela filha

GIO MENDES, TIAGO DANTAS, O Estado de S.Paulo

08 Março 2012 | 03h04

Advogado da socialite Lydia Sayeg, de 44 anos, Francisco Carlos Alves de Deus, disse ontem que tudo o que foi feito com a carteira de habilitação de sua cliente está "dentro da lei". Ele aguarda ser notificado pela Polícia Civil para prestar esclarecimentos em um inquérito que apura por que Lydia não transferiu as multas tomadas pela filha Jessica Sayeg, de 20 anos, enquanto dirigia seus carros. O caso foi revelado no reality show Mulheres Ricas, da Band.

A Delegacia de Crimes de Trânsito (DCT) iniciou a investigação depois que um policial assistiu, na internet, a um episódio do programa exibido em 27 de janeiro. Em uma das cenas, Jessica admite que levou 22 multas enquanto dirigia o carro da mãe com a carteira de motorista provisória, o que inviabilizaria a renovação do documento. As infrações foram para o prontuário de Lydia.

"Várias pessoas dirigem os carros que estão no nome da Lydia, empregados, o marido. Mas as multas vieram todas para ela. As infrações foram pagas, mas não se teve, na época, a preocupação de apurar quem era o condutor em cada situação. Por isso ela teve a CNH cassada", afirma o advogado. A carteira foi suspensa no dia 30 de junho de 2011.

Segundo o delegado José Lopes Sampaio Filho, Lydia e a filha podem responder por falsidade ideológica. A DCT enviaria ainda ontem ofício ao Detran, questionando por que não comunicou a delegacia sobre a pontuação de Lydia. A polícia pode instaurar inquérito de prevaricação (deixar de cumprir o dever) contra coordenadores do Detran. O Detran aguarda manifestação da Secretaria da Segurança para comentar o caso.

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