Sobre rodas

A brincadeira começou no escuro. William Blagione e outros dois amigos souberam que o Parque Ibirapuera ficava aberto até a meia-noite, pegaram o skate e passaram a ocupar a marquise às quartas-feiras, até a última luz se apagar.

O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2014 | 15h07

O grupo formado em fevereiro ganhou um nome, Chante Boyz & Girlz, inspirado na gíria que designava o descolado e bacana, lá nos anos 80. Skatista frustrado na época, o fotógrafo revela que a reunião agrega hoje um grupo misto, com iniciantes, meninas, profissionais e artistas, do grafite, da música e ligados à moda.

"O que me desmotivava eram as 'rodinhas', então quando montamos esse grupo a gente não queria bullying ou exclusão. Boa parte das pessoas que andam com a gente hoje é da época em que o Jânio Quadros era prefeito e fazer isso era proibido".

O mote do Chante é a diversão. "Um ajuntamento de pessoas criativas" é a descrição da página do grupo no Facebook. Ainda que contatos e ideias artísticas tenham surgido espontaneamente dos encontros, o simples propósito é pegar o skate e curtir.

A agenda dos participantes faz com que os encontros aconteçam em frequências diferentes, mas sem pressão ou grandes pretensões. A atmosfera do parque faz parte do prazer da brincadeira.

"Todo mundo devia conhecer o Ibirapuera à noite. Hoje é mais que uma coisa gostosa frequentar. É um tesão de lugar", garante William. 

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