Sobre bilhete único mensal, Alckmin diz que está disposto a fazer 'parcerias'

Governador afirmou em evento que a decisão sobre a adoção do cartão ainda não foi tomada, mas que está aberto a estudos com os municípios

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

24 Abril 2013 | 13h29

O bilhete único mensal, uma das principais promessas do prefeito Fernando Haddad (PT), começa a valer em novembro nos ônibus da cidade de São Paulo. Mas nem o Metrô nem a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), contralados pelo governo do Estado, já decidiram se e quando vão oferecer o benefício. Nesta quarta-feira, 24, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que adoção do cartão ainda não foi decidida, mas indicou que sua disposição é de "sempre fazer parcerias".

Apuração do Estado revela que um estudo feito por técnicos do governo aponta que o cartão poderá ser aceito na rede sobre trilhos. Ainda falta, contudo, uma decisão política, que leva em conta quantos passageiros deverão utilizar o novo bilhete e a possível necessidade de um subsídio, no caso do Metrô.

Questionado sobre o assunto, Alckmin tergiversou. "Isso não foi ainda decidido, mas a disposição do governo do Estado é sempre de fazer parceria com os municípios", disse durante um evento da Secretaria Estadual de Logística e Transportes em Jundiaí, no interior do Estado.

Um pouco mais tarde, novamente o governador foi indagado sobre a adoção do bilhete único mensal pelo Metrô e pela CPTM. E brincou na resposta. "O Saulo (de Castro Abreu Filho, secretário de Logística e Transportes) disse que não pode tirar a matéria dele, o lide dele." Lide é o jargão jornalístico para a principal informação de uma reportagem, geralmente colocada no primeiro parágrafo do texto. Ou seja, o governador deu a entender que não queria mudar o foco do evento do qual participava, voltado para o início da construção da quinta faixa em um trecho da Rodovia dos Bandeirantes.

A faixa de rolamento será construída nos dois sentidos da vida, entre os quilômetros 13 e 47, entre a capital e Jundiaí. Serão consumidos R$ 155 milhões na obra, prevista para ser entregue em abril de 2014.

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