Governo de São Paulo/Divulgação
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Sobe para doze o número de mortos em Itaoca, diz prefeito

Cidade foi atingida por forte chuva na madrugada de segunda e está em situação de calamidade pública

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2014 | 10h06

Subiu para doze o número de mortos já confirmados em decorrência do temporal que atingiu Itaoca, no Alto Ribeira, sudoeste do Estado, na madrugada de segunda-feira, 13. Os corpos estão sendo levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Apiaí. De acordo com a Defesa Civil, os bombeiros estão usando cães farejadores na busca por desaparecidos. Outras dez pessoas estão desaparecidas.

Um helicóptero da Polícia Militar sobrevoa áreas que ainda estão isoladas no município. Cerca de 100 casas foram afetadas pelas cheias nos rios Palmital e Guarda Mão. A prefeitura contabiliza 332 pessoas desalojadas e nove abrigadas numa escola estadual. O município está em estado de calamidade pública.

O governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB) está na cidade e sobrevoou os locais afetados nesta manhã. “A nossa prioridade agora é salvar vidas, é procurar os desaparecidos”, afirmou Alckmin em entrevista ao telejornal "Bom Dia São Paulo", da Rede Globo. “A segunda etapa será reconstruir a cidade, pontes, desobstruir estradas, tem bairros ainda ilhados.”

Questionado se o seu governo poderia ter adotado preventivamente alguma medida para evitar os deslizamentos, o dirigente culpou a chuva forte. “As pessoas mais antigas dizem que não conhecem, não viram até hoje uma tromba d'água tão violenta na região da serra. Ela foi muito localizada. Tanto é que o número de pessoas desabrigadas é só de nove pessoas. Acontece que a região que foi atingida tinha famílias inteiras: uma casa tinha quatro pessoas, outra casa tinha cinco pessoas.”

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