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Sobe para 98 o número de mortes por febre amarela no País

Entre 1º de julho de 2017 e 6 de fevereiro deste ano, foram registrados 353 casos; 423 registros estão em investigação

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

07 Fevereiro 2018 | 11h00
Atualizado 07 Fevereiro 2018 | 11h22

BRASÍLIA - O número de casos de febre amarela registrados no Brasil subiu para 353, 140 a mais do que havia sido contabilizado na semana passada. As mortes provocadas pela doença também avançaram. Dados do último boletim nacional, divulgado nesta quarta-feira, 7, pelo Ministério da Saúde, mostram que 98 pessoas morreram em decorrência da infecção, 17 a mais do que o informado no último informe. 

Os números de febre amarela se referem a um período iniciado em 1º de julho e contabilizados até 6 de fevereiro deste ano. Mas a maioria  começou a ser registrada a partir da primeira semana de 2018. Para se ter uma ideia, somente este ano foram 351 casos e 97 óbitos.

De acordo com o boletim, a maior parte dos casos está em São Paulo. O Estado reúne 161 confirmações da doença, com 41 mortes. Em seguida, vem Minas, com 157 infecções e 44 óbitos. Rio traz 34 casos e 12 mortes. Os números da pasta, porém, estão desatualizados em relação aos levantados pelas secretarias estaduais de saúde. São Paulo, por exemplo, já registrava até a última sexta-feira, 2, 163 casos, com 61 mortes. Rio, nesta terça, 6, já falava em 48 casos, com 22 mortes

Tanto Rio quanto São Paulo realizam em cidades consideradas de maior risco uma campanha de vacinação com doses fracionadas do imunizante. Em Minas, Estado que já havia sido muito castigado pela epidemia no ano passado, o fracionamento não é realizado.

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Segundo o Ministério da Saúde, isso se deve ao fato de que cidades mineiras já dispõem do quantitativo suficiente para imunizar, com doses integrais, toda população que ainda não foi vacinada.

O ministério informou ainda que, entre julho do ano passado e fevereiro deste ano, foram notificados 1.286 casos suspeitos, dos quais 510 foram descartados e 423 continuam em investigação. "No ano passado, de julho de 2016 até 6 janeiro de 2017, eram 509 casos confirmados e 159 óbitos confirmados", disse. /COLABOROU PAULA FELIX

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