Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Sobe para 26 número de ônibus queimados após derrota do Brasil

Polícia também registrou ataques contra veículos na Região Metropolitana; três maiores forem presos e quatro adolescentes foram detidos em saque

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

09 Julho 2014 | 15h31

SÃO PAULO - A quantidade de ônibus queimados nesta terça-feira, 8, após a derrota histórica da seleção brasileira para a Alemanha, subiu para 26 veículos, segundo a Polícia Militar. Mais três veículos foram queimados: uma na capital e dois na Região Metropolitana. De acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans), da Prefeitura, um ataque na Vila Medeiros, zona norte, foi retirado da contabilidade de veículos queimados porque não houve perda total. 

Um dos novos casos foi registrado às 18h40, na Avenida Primavera de Caiena, no Jardim Elba, na zona leste. Outro ônibus foi queimado às 19h em Guarulhos, na Rua Marinópolis. Por volta das 18h10, uma dupla de motocicleta parou um ônibus em Osasco e tentou atear fogo no veículo. Segundo a polícia, o motorista e o cobrador do veículo apagaram as chamas. Todos os casos estão sendo investigados pela polícia. 

"Em hipótese alguma esperávamos que parte dos torcedores do Brasil tivesse uma atitude de atos de vandalismo como este. Eu acho que isso não leva a nada. Quem perde é a própria população que deixa de ter o transporte coletivo. Temos é que criticar por meio do diálogo, da fala, criticando a nossa seleção e o técnico e construir uma nova equipe que vá realmente brigar em defesa do nosso país", afirmou o comandante-geral da Polícia Militar, Benedito Roberto Meira. 

O maior ataque aconteceu no Guarapiranga, na zona sul de São Paulo. Segundo o coronel Meira, logo após a partida um coquetel molotov foi jogado sobre o muro de uma garagem de ônibus da viação VIP. Os veículos estacionados não estavam mais sendo usados para o transporte de passageiros. Ao todo, 20 coletivos foram queimados. De acordo com a polícia, na hora do ataque apenas o vigia do pátio estava no local. 

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Maurício Blazeck, afirmou que os casos foram isolados. "A princípio trata-se de um ato de vandalismo, pode haver ou não conexão com a derrota da seleção brasileira", afirmou o policial. Blazeck também avalia como positiva a segurança durante a Copa do Mundo e que as estatísticas de crimes relacionados com o torneio e os turistas serão divulgados após a final.

Saque. Às 19h10, logo após o jogo do Brasil, a polícia prendeu em flagrante o ajudante geral Ariel Souza Ferreira Santos, de 21 anos, o faxineiro Rafael Alves Ferreira, de 37 anos, e deteve quatro adolescentes. O grupo saqueava uma loja da rede Ponto Frio, em São Mateus, na zona leste. De acordo com a polícia, entre os detidos havia duas adolescentes de 15 anos e dois menores de 13 anos. Cada um dos adultos levava um microondas sob os braços. As meninas carregam uma televisão e os dois adolescentes um fogão. 

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