Sobe para 13 número de presos em operação da PM em Paraisópolis

Suspeitos foram detidos entre 5h30 de segunda-feira e 7h desta quarta; polícia deve ficar um mês na comunidade

Felipe Tau, O Estado de S. Paulo

31 Outubro 2012 | 13h40

SÃO PAULO - A Polícia Militar informou que 13 pessoas foram presas em flagrante até às 7 h desta quarta-feira, 31, durante a operação realizada na favela de Paraisópolis, na zona sul da capital.

Iniciada às 5h30 de segunda-feira, a ação em Paraisópolis apreendeu 130 quilos de maconha, 16 quilos de cocaína e 50 unidades de drogas sintéticas, além de 12 armas de fogo ilegais e 196 munições de diversos calibres.

 Entre os objetivos da operação está o sufocamento do tráfico e da cédula do Primeiro Comando da Capital (PCC) na comunidade, de onde partiram ordens para a execução de Policiais Militares no Estado. Uma lista com os nomes de 40 policiais marcados para morrer foi encontrada nas buscas.

Na segunda-feira, Edson Ferreira dos Santos, de 31 anos, o Nenê, apontado pela polícia como membro do PCC, foi preso na favela. Ele seria o responsável por fazer os "julgamentos" nos chamados tribunais do crime em Paraisópolis, função conhecida como "disciplina" na facção criminosa.

 Efetivo. A ação da PM na favela conta com efetivo de 500 homens da Tropa de Choque do 16 º Batalhão e deve se estender por cerca um mês. Um total de 100 carros, dois caminhões, 28 motos, oito cães, 60 cavalos e um helicóptero foram empregados no cerco à favela, que tem 80 mil habitantes.

Bloqueios estão sendo montado em áreas estratégicas para revista de suspeitos. São Remo. A polícia iniciou na madrugada desta quarta-feira na favela São Remo, no Butantã, zona oeste da cidade.

Duas pessoas foram presas e outras seis estão sendo procuradas na comunidade, vizinha do local onde um soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foi executado no dia 27 de setembro.

Vinte viaturas da Rota estão na área, além de 30 homens do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

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