Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Sobe para 13 número de mortos após fortes chuvas em São Paulo

Prefeito Bruno Covas confirmou mais um óbito na capital; um adulto na Avenida do Estado, que ainda não havia sido identificado, e uma criança de 9 anos na zona leste

Paula Felix, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2019 | 14h46

As fortes chuvas que atingiram a capital paulista e a região metropolitana de São Paulo nesta segunda-feira, 11, deixaram 13 mortes. O número subiu após atualização da Prefeitura de São Paulo, que confirmou mais um óbito na capital, totalizando duas: um adulto na Avenida do Estado, que ainda não tinha sido identificado, e uma criança de 9 anos no Parque São Rafael, na zona leste. 

De acordo com o prefeito  Bruno Covas (PSDB), a criança morava em uma área que terá seus 800 moradores transferidos para uma unidade habitacional, que já está em obras. Ela foi vítima de um deslizamento.

O Corpo de Bombeiros recebeu a ocorrência de ameaça de desabamento por volta de 0h50 desta segunda-feira, 11, na Rua dos Cravos, 531. Quatro viaturas foram deslocadas e, quando chegaram ao local, o deslizamento já tinha acontecido.

A criança de 9 anos estava soterrada foi constatada a parada cardiorrespiratória. Os bombeiros fizeram procedimento de ventilação mecânica até o pronto-socorro do Hospital Sapopemba, na zona leste da capital. Outra criança, de 5 anos, teve um corte, mas o ferimento não era grave.

Em sua primeira aparição após voltar antes do prazo previsto de uma licença não-remunerada por causa dos estragos da chuva que atingiu a Grande São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou  nesta terça-feira, 12, que a Prefeitura de São Paulo vai decretar situação de emergência nas regiões atingidas pela tempestade, como ruas dos bairros da Vila Prudente  e do Ipiranga.

Na manhã desta terça, o prefeito visitou residências no Ipiranga. "A Secretaria (Municipal) das Subprefeituras está desenhando o mapa que vai orientar a elaboração desse decreto, que não atinge a cidade toda. Já atendemos 1.010 famílias e a expectativa é de que vamos chegar a 1.300 famílias que vão receber esse atendimento." Para essas pessoas, a gestão municipal ofereceu 3 mil colchões, 3 mil cobertores, 800 cestas básicas e 800 kits de higiene.

Segundo o secretário municipal de Segurança Urbana, o coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira, o decreto permite que o município solicite recursos federais e que as pessoas afetadas pela enchente efetuem o saque de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). "As pessoas atingidas vão poder sacar até R$ 6.220."

Covas disse ainda que moradores afetados podem solicitar isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e que vai se reunir nesta quarta-feira, 13, com o governador João Doria (PSDB), que convocou prefeitos da região do ABC para definir outras ações para ajudar essa população.

"Vamos solicitar ao governo do Estado que possa isentar da cobrança de água as famílias que estão na mesma região e que vão ter situação de emergência reconhecida pela Prefeitura de São Paulo e que possa criar, por meio da Desenvolve SP, uma linha de crédito para que elas possam, com juros subsidiado, comprar seus móveis e eletrodomésticos para poder reconstruir suas casas."

O prefeito afirmou que as ações preventivas para evitar casos como os que ocorreram na capital estão sendo realizadas, como a limpeza da cidade e a construção de piscinões. "Não foi por falta de prevenção. Entregamos, nesse governo, três piscinões. Cinco serão entregues até dezembro de 2020, três estão em elaboração do projeto executivo e outros seis estão em projeto de licitação.

Licença

Na última sexta-feira, 8, a Prefeitura anunciou que Covas ficaria de licença do cargo entre os dias 9 e 15 deste mês, mas o motivo do afastamento não foi divulgado. Nesta terça-feira, o prefeito disse que estava em Berlim e que a viagem foi "por motivo particular".

"A cidade de São Paulo é uma cidade que, se você me disser em qual período que ela não tem problema, eu até poderia me concentrar mais nesse período. No ano passado: em maio, caiu um prédio; em junho, a cidade ficou sem gasolina; em novembro, caiu um viaduto. Pelo tamanho e pela proporção de São Paulo, sempre vai ter alguma coisa acontecendo. Claro que, em uma ocorrência como a gente teve no dia de ontem, embora não fosse previsível, não se justifica estar fora da cidade. Se fosse possível prever, certamente, eu não estaria."

Em nota, a Prefeitura informou que, desde que assumiu a gestão municipal, em 7 de abril de 2018, "o prefeito Bruno Covas esteve ausente por 15 dias em licença não remunerada para tratar de assuntos particulares".

Disse que as demais viagens foram oficiais e tinham como objetivo representar a Prefeitura e buscar recursos para a cidade. "Assim foi quando esteve em Niterói, em maio, em encontro da Frente Nacional de prefeitos. Ou em viagens internacionais em eventos oficiais para buscar investimentos à cidade, como em Nova York, em maio, Londres, em junho e Las Vegas, em novembro", exemplifica.

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