Sobe nível de cinco reservatórios, mas Cantareira volta a cair

Queda no Cantareira, que chegou a 9,1% da sua capacidade, foi de 0,1 ponto porcentual; demais mananciais registraram aumento

Felipe Resk e Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2014 | 09h26

Atualizada às 12h44

SÃO PAULO - Cinco dos seis principais reservatórios que abastecem a capital e a Região Metropolitana registraram aumento no volume de água armazenada, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) desta quinta-feira, 27. O maior deles, o Sistema Cantareira, responsável por atender cerca de 6,5 milhões de pessoas, no entanto, voltou a cair 0,1 ponto porcentual, chegando a 9,1% da sua capacidade.

Em termos proporcionais, o maior aumento foi do Sistema Alto Cotia que registra 30% da capacidade, ante 29,1% de quarta. A chuva registrada sobre a região, de 2 milímetros, contudo, foi bem inferior à do relatório anterior, de 51,6 milímetros. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a capital registra um acumulado de 148,5 milímetros de chuva, superando a média esperada de 128,4 milímetros. 


O nível de água nos reservatórios Guarapiranga e Alto Tietê, que juntos abastecem 9,4 milhões de pessoas, também registrou aumento de 0,4 e 0,1 ponto porcentual, respectivamente. Com 4,6 milímetros de chuva, o Guarapiranga subiu de 33,4% para 33,8%, recuperando a água que perdeu entre os últimos dias 19 e a última segunda, dia 24. Já o Alto Tietê foi de 5,8% para 5,9%, após 5,8 milímetros de precipitação na área do manancial.

Já os sistemas Rio Grande e Rio Claro subiram 0,2 ponto porcentual e nesta quinta-feira registram 64% e 30,5% da sua capacidade, respectivamente.

Cantareira. Com chuva de 11,9 milímetros, bem inferior ao do dia anterior quando foram registrados 22,3 milímetros, o Cantareira chegou ao 13º dia de quedas consecutivas. O volume de água se manteve estável pela última vez no dia 14 de novembro, quando o Cantareira registrava 10,8%. Atualmente, está com 9,1%, já levando em conta os 105 bilhões de litros do segundo volume morto.

Segundo Bianca Lobo, meteorologista da Climatempo, o Cantareira demorar mais para se recuperar porque tem uma área maior que os outros mananciais e também devido ao "efeito esponja" que faz o solo absorver a chuva. ara ter a recuperação do solo. "Demora muito mais para recuperar do que os demais. Precisa chover no sul de Minas Gerais para abastecer os rios que formam o reservatório", explicou. 

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