ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO

Sob vaias, secretário recebe prêmio de gestão hídrica no lugar de Alckmin

Entidades de defesa do meio ambiente criticaram homenagem pela ‘boa gestão dos recursos hídricos’

Isabela Bonfim, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2015 | 23h12

O secretário de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, foi vaiado na noite desta terça-feira, 13, ao representar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante uma cerimônia em Brasília que premiava a boa gestão de recursos hídricos. Manifestantes subiram ao palco com faixas com os dizeres “torneira seca” e “procura-se”. 

O governador, apesar de confirmar presença, não compareceu à Câmara. As manifestações foram organizadas pelos grupos Greenpeace, Juntos! e Minha Sampa. “O prêmio que ele merecia receber era o torneira seca, porque falta água em São Paulo”, acusou Gabriel Lindenbach, da Juntos!. 

ONU. Ao lado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), e dos coletivos Luta Pela Água e Aliança Pela Água, o Greenpeace fez um relatório de violação aos direitos humanos na gestão da crise da água e entregou o documento nesta terça à Organização das Nações Unidas (ONU). O texto foi enviado a Leo Heller, relator da entidade. “O caminho é agora avaliar o relatório e elaborar consulta aos governos”, explicou.

Segundo o texto, houve falta de planejamento e medidas de contingência, superexploração, ausência de participação e de transparência, interrupção de abastecimento e aumento indevido de tarifa. O material leva em consideração relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirmando que a crise hídrica “é resultado da falta de planejamento” do Estado. 

Em nota, a Secretaria de Recursos Hídricos afirmou que o levantamento “é parcial, sem embasamento técnico, que acusa equivocadamente somente um ente da federação de um problema que atingiu todo o País”. A pasta destaca que a estiagem, maior em 85 anos, não foi prevista por institutos meteorológicos. / COLABOROU RAFAEL ITALIANI


Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.