Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

'Só um milagre para que ele esteja vivo', diz bombeiro sobre desaparecido

Responsável pelo resgate de vítimas vê com pessimismo chance de resgatar homem que ainda não foi encontrado

Estadão Conteúdo

01 Maio 2018 | 16h22

Sobre o homem que estava sendo resgatado por um bombeiro e caiu no momento em que o prédio desabou, o capitão do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo, disse que "só um milagre" para que ele esteja vivo. Ele estava com um cinto de resgate e uma corda e ainda não foi localizado. O edifício desabou durante um incêndio de grandes proporções no Largo do Paissandu, no centro da cidade, na madrugada desta terça-feira, 1º.

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"Mantemos um fio de esperança, mas ele caiu do nono andar e todo o prédio de 22 andares desabou. Precisaria de um milagre. Mas trabalhamos incessantemente apesar disso. Nosso trabalho é garantir a segurança e continuar no objetivo de encontrá-lo."

Sobre as causas do incêndio e desabamento do prédio o capitão do Corpo de Bombeiros disse que ainda não há uma hipótese. Segundo ele, a polícia levantará as informações necessárias e a causa será apontada no inquérito.

O porta-voz da corporação reforçou o fato de que o prédio passou por vistoria e que o relatório foi encaminhado ao Ministério Público para que as ações fossem tomadas. "Todos os órgãos não vão sozinhos resolver o problema. A gente espera que esses relatórios possam ser empregados para tirar as pessoas da situação de risco", disse.

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Segundo o tenente Guilherme Derrite, não há risco de desabamento em nenhuma das outras três edificações atingidas pelo desabamento, que seriam a igreja, o prédio ao lado e o da frente.

O Corpo de Bombeiros disse que a assistência social da Prefeitura informou que no prédio moravam 317 pessoas de 118 famílias. Dessas, 44 pessoas não foram localizadas após o desabamento, mas não são consideradas oficialmente desaparecidas porque não há confirmação de que no momento da queda elas estavam no local. O prédio tinha dois andares de subsolo que também era ocupado por moradores.

O Corpo de Bombeiros informou que os trabalhos devem continuar durante a noite desta terça-feira e já foi providenciada iluminação artificial para a área. Sobre o prazo de 48 horas para uso de maquinário pesado o capitão Palumpo explicou que, nesse período, os bombeiros vão trabalhar para remover entulhos do entorno da área do desabamento. "Depois desse prazo é que começaremos a remover lajes com ajuda de maquinário e dar continuidade às buscas. Agora, isso não pode ser feito por questões de segurança", disse. Os trabalhos na área podem se estender por mais de uma semana, disse o oficial.

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