'Só tem até hoje, e olhe lá', avisam gerentes

Nos postos de gasolina da Grande São Paulo, donos e gerentes eram pessimistas: se a greve continuar, amanhã ninguém terá combustível para abastecer os carros. Ontem, as reservas eram escassas no centro expandido. Em Santo André, no ABC paulista, e em postos das zonas norte e sul, a gasolina acabou à tarde. "Só tem álcool", repetia Emerson Guilherme, gerente na zona norte. "Mas só até amanhã (hoje), e olhe lá."

/ B.R. e N.C., O Estado de S.Paulo

06 Março 2012 | 03h05

"Só tem para hoje (ontem)", conta Cristiano Ferreira Correia, gerente de um posto na Avenida Pompeia, zona oeste da capital. Ele vende, em média, 4 mil litros em uma manhã normal. Ontem, foram 6,2 mil litros. "Quem costuma colocar R$ 30 hoje encheu o tanque", contou Adriana Oliveira Lopes, gerente de um posto na Avenida Ordem e Progresso, na zona oeste da capital.

Prejuízo e preço. Foi o que fez a administradora de imóveis Edith Pal, de 63 anos. "Dependo do carro para trabalhar. Se faltar combustível amanhã, quem paga meu prejuízo?"

A técnica em nutrição Celeste Cosme Pacheco, de 55 anos, notou diferença no preço. "Abasteço aqui há anos e está quase R$ 0,40 mais caro." Dono do posto na Praça Marrey Júnior, Jorge Abduch, nega que a variação seja por causa da greve. "O preço sobe e desce todo dia, mas é pouco", afirma.

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