'Só saio quando acharem', diz pai de menino soterrado em SP

Dois meninos estão desaparecidos desde a tarde de terça-feira em Osasco; mãe das crianças morreu

Renato Machado, O Estado de S. Paulo,

09 de setembro de 2009 | 11h09

 

Cães que encontraram duas crianças na zona leste ajudam nas buscas em Osasco. Foto: Filipe Araújo/AE

 

"Só saio daqui quando acharem o corpo do meu filho", diz Claudio Aparecido Souza, de 42 anos, pai do Mateus dos Santos Bueno, um dos meninos desaparecidos após um deslizamento de terra em Osasco, na Grande São Paulo. A mãe das crianças, Rose dos Santos, de 24 anos, estava dormindo às 11h40 quando o barraco em que vivia com as crianças foi tomado por terra. O irmão dela confirmou à Defesa Civil do município que Mateus, de 8 anos, Isaac, de 7, e Tainara, de 3, estudavam à tarde e estavam com a mãe no momento da tragédia.

 

Pai de um dos meninos ajuda nas buscas aos desaparecidas em Osasco. Foto: Werther Santana/AE

 

"Era meu filho, a coisa que eu mais gostava nesse mundo, ele até ia morar comigo, mas acabou não dando certo. Só saio daqui quando encontrarem o corpo", afirmou na manhã desta quarta, enquanto acompanhava as buscas no local.

 

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As buscas às crianças foram retomadas às 7h47 desta quarta-feira, 9, pelos Bombeiros. O pai de um dos meninos ajuda os policiais nas buscas. Como o local é de difícil acesso, os bombeiros trabalham sem escavadeiras e tentam remover o barro com jatos de água.

 

Policial tira criança que estava em uma casa em área de risco em Osasco. Foto: Filipe Araújo/AE

 

Por volta das 10h40, dois cães que ajudaram nas buscas às duas crianças desaparecidas em Itaquera, na zona leste de SP, chegaram ao local para ajudar nos trabalhos.

 

Claudio, pai do menino de 8 anos, conta que dificilmente visitava a casa destruída pelo deslizamento. "Normalmente a Rose e as crianças iam me visitar". Ele trabalha como motorista e mora em Castelinhos, também em Osasco. Há três meses a família planejava que o menino fosse morar com o pai. "Mas não deu certo", diz.

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