''Só rezei. Parecia que não acabaria nunca''

refém que pediu para não ser identificado

, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2010 | 00h00

Não encostaram um dedo em ninguém, mas sempre tinha alguém com um fuzil apontado para as nossas cabeças. Psicologicamente, foi terrível. Pensei em fugir, mas a rua estava cercada. Só rezei. Parecia que não terminaria nunca. Sentia dor no pescoço porque eles mandavam ficar com a cabeça abaixada. Até há pouco tempo pensei que a empresa, carregando tanta mercadoria, devia ser visada, poderia ser alvo de criminosos. Mas nunca dá para acreditar que vai acontecer com a gente. Ainda mais uma ação do porte dessa. Eles trouxeram os caminhões deles. Deu para perceber que era esquema profissional. Parecia coisa de filme. Voltar para casa foi um alívio. Dormi muito. Quando acordei, demorou para cair a ficha. Lembrar que foi comigo que aconteceu. Voltarei para o trabalho com um pé na frente e dois atrás.

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