Só promessas de melhoria

TRANSPORTE PÚBLICO

O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2011 | 03h02

É humilhante o que os usuários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrentam todos os dias. E ainda a CPTM não quer liberar a linha que ligaria Rio Grande da Serra à Luz por causa dos gastos com manutenção. Essa linha só vai de Rio Grande da Serra até o Brás. Quem vai até a Luz precisa fazer transferência e pegar o trem que vem de Guaianases, na plataforma 3 - essa é a única linha que vai até a Luz. Outro problema é a superlotação. Presencio diariamente brigas por espaço no trem. Pagamos impostos e, quando precisamos de transporte público de qualidade, temos de enfrentar o sofrimento nas Estações Brás e Luz.

CRISTINA FONSECA / SÃO PAULO

A CPTM informa que está reavaliando a estratégia operacional para a Linha 10-Turquesa. Portanto, para seguir viagem rumo à Estação Luz, os usuários da Linha 10 devem fazer transferência para os trens do Expresso Leste, na Linha 11-Coral (Luz-Estudantes). Para auxiliar usuários na transferência entre os trens, adotou estratégias como direcionadores retráteis, garantindo primeiro o desembarque, direcionadores de filas e embarque preferencial para deficientes, idosos, gestantes e crianças.

A leitora reclama: O problema continua e a resposta é superficial. Dizem várias coisas e não dão resposta direta ao meu questionamento. Quero saber quando irão liberar a linha que faz de Rio Grande da Serra até a Luz. Enquanto eles não liberarem essa linha, continuaremos presenciando acidentes diários na Estação Luz, pois todos que precisam ir até o Brás a utilizam.

DESCONFORTO

Poucos assentos no ônibus

No dia 10/12 viajei em um desses ônibus sanfonados. Um adesivo afixado dentro do veículo dizia: 47 passageiros sentados e 144 passageiros em pé. Ou seja, para um total de 191 passageiros, há somente 47 assentos. E, desses 47 assentos, só 4 estão reservados para idosos e gestantes. Esta é a cidade que chamam de progressista?

SERGIO BRESCIANI / SÃO PAULO

A SPTrans informa que há vários modelos de ônibus biarticulados, com capacidade variando entre

71 passageiros sentados e 119 passageiros em pé e 47 sentados e 149 em pé. Todos os veículos possuem acessibilidade e são aprovados por normas técnicas. Quanto aos assentos reservados, existem 4 na parte dianteira do ônibus, podendo o usuário, com o Bilhete Único Especial, acessar a parte de trás, onde há outros 4 assentos reservados.

O leitor analisa: Pelo que se conclui da resposta da SPTrans, ela considera como digno para o paulistano um ônibus que transporta 47 passageiros sentados e 149 em pé. Esse ônibus logo trouxe à minha mente filmes em que se vê o transporte de prisioneiros da 2.ª Guerra Mundial.

TELEFÔNICA

Diversas irregularidades

Contratei, em 9/9, um plano da Telefônica por R$ 211,40 ao mês, que incluía: 2 mil minutos de fixo para fixo, 40 minutos de fixo para móvel, Speedy de 2 mega, com a condição (venda casada) de que eu aceitasse um notebook. Apesar de não concordar com a venda casada, acabei aceitando, pois meu plano anterior, de 6.500 minutos, custava bem mais. Mas, o valor da cobrança, depois da contratação do plano, foi de R$ 806,82. Após inúmeras reclamações e a solicitação da gravação, fui informada de que eu teria crédito de R$ 632,38 nas próximas faturas. A cobrança seguinte, no entanto, foi de R$ 572,88. Se tenho crédito com a operadora de mais de R$ 600, por que ele não foi usado para compensar o suposto débito de R$ 500? E mais, por se tratar de cobrança indevida, eu tenho o direito à repetição do indébito em dobro. Reclamei à Anatel, que não me ajudou em nada. A própria Telefônica dissera que no mês de novembro eu não precisaria pagar nada e que em dezembro eu receberia a conta com os valores corrigidos. Mas recebi a fatura apontando um crédito no valor de R$ 290,85 para janeiro de 2012 e a cobrança da conta de novembro de R$ 572,88, valor que não só não compensaram, como certamente vão querer me cobrar juros. A Telefônica mente descaradamente. Quero a devolução do indébito em dobro e a gravação da ligação!

MARCIA M GIORGI / SÃO PAULO

A Telefônica informa que está

apurando o caso mencionado

pela sra. Márcia. A área

responsável vai acompanhar

o caso até a sua finalização.

A leitora relata: Foi feito um reembolso, cujo valor eu não concordei, mas que não tenho como argumentar, pois não recebi a gravação. Fica a minha palavra contra a da empresa.

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