Sergio Castro/Estadão
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Só ônibus articulados vão poder circular em corredores da capital

Coletivos médios, do tipo 'padron', vão fazer as interligações; Prefeitura aumenta de 8 para 27 áreas de atuação das empresas

Rafael Italiani e Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

03 Julho 2015 | 12h41

Atualizada às 21h33

SÃO PAULO - No novo formato de concessão do transporte público, a Prefeitura vai aumentar de oito para 27 as áreas em que as empresas terão de atuar. O aumento está relacionado com a forma como os ônibus vão se espalhar pela cidade. Na prática, veículos menores terão de deixar corredores e faixas exclusivas. Mas há possibilidade de passageiros fazerem mais baldeações. 

Uma das novidades da nova concessão é o que a Secretaria Municipal de Transportes chama de grupo local de articulação regional, ou eixos estruturantes. Essa parte terá a função de cortar os 121,3 quilômetros de corredores e os outros 479,1 quilômetros de faixas exclusivas por vias perimetrais e radiais. Os ônibus que circularem nesses viários, do tipo padrão, estarão proibidos de entrar nas vias segregadas da cidade.

Na Estrada do M’Boi Mirim, na zona sul, por exemplo, o transporte público usa tanto o corredor de ônibus como a faixa da direita, causando uma sobreposição de itinerários no mesmo viário. Com o novo formato, a via terá coletivos apenas no corredor de ônibus. 

“Isso ajuda no desempenho do corredor porque vai tirar muitos carros de dentro dele. Hoje, na Avenida Rebouças, tem diversos veículos do tipo padrão. O mesmo acontece na faixa exclusiva do Corredor Norte-Sul”, explicou Almir Chiarato, diretor de Operações da São Paulo Transporte (SPTrans). De acordo com ele, retirando veículos menores dos corredores e das faixas exclusivas, os ônibus articulados e superarticulados terão um desempenho melhor. Esse carros maiores vão fazer parte, exclusivamente, do sistema estrutural de transporte, que é justamente onde estão as vias exclusivas.

Neste mês, a Prefeitura vai colocar em operação cem veículos do tipo superarticulado, com capacidade para 171 passageiros. Para que os usuários saibam que esses veículos circulam apenas em corredores e faixas, serão todos prateados. 

Mais baldeações. Os coletivos que vão trafegar em corredores e faixas exclusivas têm tamanhos entre 19 e 25 metros. De acordo com Chiarato, eles trafegarão, preferencialmente, em “linha reta”, sem passar por avenidas menores, que não têm capacidade para receber grandes veículos. Isso vai fazer com que os passageiros tenham de fazer baldeações de uma linha para outra. Caso a usuário esteja em veículo de um eixo estruturante e queira entrar em um corredor de ônibus, por exemplo, terá de desembarcar em um ponto e embarcar em outro.

Por outro lado, essas linhas que não entraram nos corredores serão as responsáveis por levar os passageiros de terminais de bairro para estações de metrô e trem. As empresas aprovam. Segundo Francisco Christovam, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de São Paulo (SPUrbanuss), retirando veículos pequenos dos corredores, não haverá mais riscos de interferências. “Uma linha que, por exemplo, sai de Pinheiros e vai para o Terminal Bandeira não pode mais usar o corredor. Vai ter de ir por dentro, por outros caminhos”, explicou.


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