José Patrício/AE
José Patrício/AE

'Só estou garantindo um direito constitucional', diz defesa de Lindemberg

Advogada Ana Lúcia Assad reclamou que vem sendo hostilizada pelas pessoas fora do fórum

estadão.com.br,

15 de fevereiro de 2012 | 11h35

SÃO PAULO - Ana Lúcia Assad, advogada do réu Lindemberg Alves, 25, saiu do plenário para conversar com os jornalistas no 3° dia de julgamento do acusado de matar Eloá Pimentel. Ela negou os rumores de que deixaria o júri. "Só saio do julgamento com a decisão", afirmou Assad.

Tratada como vilã pelas pessoas que acompanham o julgamento em frente ao Fórum de Santo André, ela pede para a população não a hostilizar: "Não sou a acusada", lembrou Assad. "Só estou garantindo um direito constitucional", ressaltou.

Previsto para ter duração de três dias - com início na última segunda até hoje - o julgamento já teve algumas tônicas.

Segundo dia. Ontem, o depoimento do negociador do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), capitão Adriano Giovanini, causou um choque de versões. Mais de três anos após a morte de Eloá, no ABC, ele continua a afirmar que um disparo no apartamento motivou sua invasão pela Polícia Militar. Sua versão diverge do que relatou a única testemunha ocular, a estudante Nayara Rodrigues da Silva, que alegou que Lindemberg só atirou após ação do Gate.

Na parte da manhã, os depoimentos que mais chamaram a atenção foram os dos irmãos da vítima: testemunharam o caçula, Everton Douglas Pimentel e Ronickson Pimentel dos Santos. Em ambos os relatos, os garotos ressaltaram a agressividade e o desequilíbrio de Lindemberg em querer a posse de Eloá. "Uma pessoa dessas não pode ser considerada ser humano. Podem dizer que era trabalhador, não importa. Ele não é digno de estar na sociedade".

Primeiro dia. Na segunda-feira, a principal testemunha foi a de Nayara, amiga de Eloá. Emocionada ao relembrar da tragédia e mesmo confrontada pela advogada de defesa, Ana Lúcia Assad, ela garantiu que Lindemberg planejou o crime. Eloá "não sairia de lá viva", segundo disse.

Foram ouvidos também os dois amigos de Eloá mantidos como reféns - Victor Lopes e Iago Vilela de Oliveira, ambos de 18 anos. Os dois confirmaram que Lindemberg tinha intenção de matar Eloá desde o início e relataram que foram agredidos pelo réu. Iago prestou depoimento na frente do acusado e afirmou que ele se "gabava do poder" que adquiriu ao invadir o apartamento, no ABC paulista.

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