''Só escutei o aviso sonoro quando o ônibus estava na linha do trem''

ENTREVISTA, Gabriele Santos Souza, estudante e sobrevivente

, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2010 | 00h00

Tranquila depois de ter sobrevivido ao acidente, a estudante Gabriele Santos Souza, de 17 anos, ligou para casa e avisou a família o que aconteceu. "Eu já estava desconfiada. O último ônibus passou e ela não tinha chegado", disse a mãe, Gislaine dos Santos Souza, de 42 anos. Com a mesma calma, Gabriele lembra claramente dos momentos que antecederam e sucederam a colisão.

Você consegue lembrar o que aconteceu antes do acidente? Os dispositivos visuais e sonoros foram acionados?

Eu lembro do aviso sonoro. Mas só o escutei quando o ônibus já estava na linha do trem. Quando o trem se aproximou, ouvi algumas pessoas gritando no ônibus.

Qual foi a sua reação enquanto o trem arrastava o ônibus pela linha férrea?

Eu tinha acabado de passar pela catraca. Estava perto do cobrador. Quando houve o choque, tentei me segurar para não cair do ônibus e ser atropelada pelo trem. De repente, não tinha mais nada na minha frente. No fim, pulei do ônibus. A minha perna estava um pouco inchada. Mesmo assim, tentei procurar um amigo. Sei que ele está bem agora, só terá de operar o pulso.

Há quando tempo você costuma fazer o trajeto até a sua casa de ônibus?

Há um ano, mais ou menos. Tudo sempre foi tranquilo no trajeto. O motorista é muito cuidadoso. Nunca tinha acontecido nada igual.

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