Só em 2011, foram mais de 48 mil agressões relatadas

Bastante alterado, ele agrediu a mulher e foi parar na delegacia. Anteontem, no Capão Redondo, zona sul da capital, um desempregado de 19 anos foi preso depois de esfaquear a companheira de 17. A sogra e o cunhado também foram agredidos. O homem ainda botou fogo na casa. Seria usuário de crack e queria dinheiro para comprar a droga - acabou indiciado por tentativa de homicídio, violência doméstica, lesão corporal e incêndio. Se a Lei Maria da Penha fosse aplicada em todos os casos, milhares de homens teriam tido o mesmo destino em 2011, quando foram registrados 48.152 casos de violência contra a mulher no País - um a cada 12 minutos.

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2012 | 03h03

E essa história se repetiu pelo menos três vezes no fim de semana em cidades paulistas. No outro extremo da capital, no Parque São Lucas, zona leste, um homem de 38 anos estapeou a mulher, de 23, quando questionado por ela sobre o motivo de estar alterado. Um dos tapas atingiu o filho do casal, de 1 ano e 2 meses. A polícia deteve o agressor, mas aguarda a queixa da mulher para iniciar o inquérito.

Em muitos casos, porém, a denúncia não acontece. Normalmente, o motivo é o medo do agressor. Segundo o sociólogo Julio Jacobo, a ameaça psicológica é o segundo tipo mais praticado de agressão contra a mulher. O primeiro é o espancamento.

A violência também fez uma vítima em Américo Brasiliense, no interior. Um motorista de 34 anos chegou em casa embriagado, quebrou aparelhos eletrônicos e, depois, agrediu a mulher, uma funcionária pública de 32, com um soco no rosto. O filho, de 14, também foi atingido. Levado à delegacia, o agressor foi autuado por violência doméstica e lesão corporal. E, como não tinha dinheiro para a fiança, de R$ 1.244, foi direto para a cadeia. Em caso de reincidência, a prisão é automática./COLABOROU A.F.

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