Só agora a PM se sentiu na obrigação de prestar contas

Cenário: Bruno Paes Manso

É JORNALISTA DO ESTADO, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2012 | 03h09

A suspeita de excesso de violência policial vinha desde meados do mês passado, após seis policiais militares serem mortos a mando de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Na última semana, a tensão piorou. Em uma única noite, oito pessoas foram mortas em supostos confrontos com PMs em diferentes pontos da capital e da Grande São Paulo.

Mas só ontem, com a tragédia no Alto de Pinheiros, bairro nobre da zona oeste, o Comando da PM se sentiu na obrigação de prestar contas e convocou uma entrevista coletiva. Nela, apesar da resistência em admitir erros, afirmou estar ajudando parentes da vítima com apoio de psicólogos. Os policiais envolvidos também já haviam sido presos de manhã. Em todo o ano, foram 184 casos de resistências seguidas de morte.

O destino de quase todos os inquéritos investigados pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) tem sido o arquivo. E nenhum familiar dos outros casos recebeu ajuda de PMs. Ao contrário, o mais comum é que sofram ameaças.

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